quarta-feira, 20 de abril de 2011

Descubra os benefícios do chocolate : Area de Treino

Descubra os benefícios do chocolate : Area de Treino

Descubra os benefícios do chocolate

April 19, 2011

Com a chegada da páscoa a procura pelo chocolate se torna frequente. A oferta e a variedades de ovos de chocolate estimulam a busca por esta iguaria, ainda mais quando bate aquela vontade incontrolável de comer um doce, em especial o chocolate, como se ele fosse capaz de aliviar toda a ansiedade naquele momento, e este episódio é super comum, principalmente nas mulheres, onde encontram no chocolate, um apoio emocional, uma sensação de bem estar.

E de fato o chocolate é capaz de proporcionar este efeito, pois ele estimula a produção de endorfinas e seretoninas no cérebro, que fornecem essa sensação de felicidade no organismo. Além desta sensação de melhorar o humor, o chocolate possuí outras substâncias benéficas como os flavonóides e a cafeína, que estão presente na semente do cacau.

  • Os flavonóides por sua vez, atua na prevenção do câncer, como fator protetor nas doenças cardiovasculares, responsáveis também, pela redução das moléculas de LDL (colesterol ruim) e pelo aumento do HDL (o bom colesterol); além de ser uma substância antioxidante, ou seja os flavonóides combatem os radicais livres, responsáveis por danificar a estrutura das células, o que pode contribuir por exemplo, para o envelhecimento da pele, e entre outros danos fisiológicos para o organismo.
  • A cafeína conhecida por estimular o sistema nervoso central, contribuí para agilizar o raciocínio, exercendo ação energética.

Em contra partida, para garantirmos esses benefícios sem nos descuidarmos da saúde é importante ressaltar, que a escolha do chocolate faz toda a diferença, pois tais componentes estão presentes na semente do cacau e na maioria das vezes, durante a fabricação do chocolate são inseridas outras substâncias, não tão saudáveis, como é o caso do açúcar e da gordura saturada (derivada do leite), o que acaba agregando também, mais calorias ao produto.

Mas o que fazer para comer sem culpa?

Conheça os diferentes tipos de chocolate:

  • Chocolate ao leite: A massa de cacau é substituída em parte pelo leite em pó, formando uma combinação de cacau, leite e açúcar.
  • Chocolate diet: Ausente de açúcar, substituídos pelo adoçante, apresenta um alto teor de gordura para conseguir a textura habitual. Inadequado para o processo de emagrecimento, pois apresenta mais calorias que o convencional, com isso está indicado exclusivamente para os diabéticos.
  • Chocolate amaro (amargo): Apresenta mais cacau, uma menor concentração de açúcar e não contém leite, portanto é o chocolate mais indicado, pois quanto maior o percentual de cacau, maior vai ser a concentração da propriedade funcional e nutritiva do chocolate.
  • Chocolate branco: É composto por açúcar, leite e constituído de manteiga de cacau e não de cacau, com isso há uma maior concentração de gordura e calorias, não é indicado o consumo por não apresentar as propriedades benéficas do chocolate.

O ideal é prestar a atenção nos rótulos dos produtos, verificar não apenas o valor calórico mas também observar a dosagem de açúcar e de gorduras saturadas (ruins). Sendo que o benefício do chocolate está relacionado a quantidade e o tipo de chocolate consumido, portanto de preferência ao chocolate amargo com mais de 50% de cacau, numa porção de 2 quadrados ao dia. Isto é o suficiente pra usufruir de suas qualidades, evitando danos relacionados ao excesso de peso, pois todo exagero se torna nocivo.

Fonte: ANutricionista.Com – Mírian Valério – CRN2 7012P – Nutricionista em Rio Grande.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Você pode perder peso melhorando o seu intestino! - Nutricionista

Você pode perder peso melhorando o seu intestino! - Nutricionista

Você pode perder peso melhorando o seu intestino!

por Nutricionista Ana Paula Fidélis - CRN9 6192

dicas_para_perder_peso

Queridos leitores, muitos de vocês já leram matérias sobre o funcionamento do intestino e as consequências para o nosso corpo, não é mesmo?

Hoje irei falar do intestino não somente nos aspectos já conhecidos, mas também que o funcionamento correto do intestino é fundamental para perder peso porque está relacionado a modulação de hormônios que ajudam na saciedade (vontade de comer menos, quando está satisfeito).

Para o intestino funcionar bem não quer dizer que “ir ao banheiro” todos os dias é sinal de que ele está saudável. As fezes tem que ser marrom, lisas, sem rachaduras, odor característico, inteira, sem restos de alimentos, mucos ou sangue. Quando for eliminada não pode ter dificuldade ou ficar muito tempo no banheiro.

A produção de fezes saudáveis é muito relacionada ao tipo de alimentação da pessoa, atividade física, se ela fuma ou não, se ingere bebida alcoólica, nível de estresse, ansiedade, depressão, ingestão de fibras, tamanho do intestino e principalmente ingestão de água.

Outro fator muito importante é a disbiose intestinal. A maioria das pessoas tem porque é fruto de alimentação inadequada, poluentes ambientais, estresse, ingestão de medicamentos, conservantes e corantes, alimentos industrializados e outros. A disbiose intestinal já foi comentada aqui por mim, mas é uma alteração na concentração de bactérias benéficas e maléficas no intestino. Pode ocorrer também no estômago ou boca e dando espaço para o crescimento de microorganismos indesejáveis como por exemplo a bactéria H.Pylori que causa gastrite.

O nosso intestino tem várias funções relevantes para o nosso corpo e que se o mesmo não funciona corrretamente acarreta modificações ao longo de nosso corpo. As principais funções são modulação do sistema imunológico (melhorar a capacidade de defesa mas sem que haja muita ativação do mesmo), atua na quebra e eliminação de agentes tóxicos e cancerígenos, previne contra o aparecimento de bactérias maléficas, atua no metabolismo de drogas, diminui a formação de colesterol e eliminação de hormônios.

Hoje a função do intestino que será discutida é a saciedade. O nosso intestino tem papel muito importante para nós no que se refere a comermos menos. O nosso intestino tem várias ligações com o nosso cérebro para mandar estímulos de saciedade.

Quando ingerimos refeições ricas em gorduras e proteínas há ativação de hormônios que sinalizam para o cérebro para que cesse a ingestão destes alimentos. Outros hormônios também são ativados quando ingerimos refeições calóricas, praticamos atividade física.

Estes hormônios produzidos também inibem a ativação de hormônios que levam ao aumento da fome e que faz com que a gente coma mais.

Você sabia também que alguns destes hormônios também levam ao aumento do gasto energético, ou seja, do metabolismo? Dois hormônios em especial, o PYY e o PP tem esta ação.

Os hormônios da saciedade tem ação não somente no cérebro mas também no nosso estômago fazendo com que haja retardamento no esvaziamento, ou seja, o alimento fica mais tempo no estômago e este também emite sinais de saciedade para o cérebro.

Outra questão importante para a perda de peso é o controle na captação de açúcar e no metabolismo deste carboidrato. Para isto existe o hormônio GLP-1 que atua neste processo. Há regulação na glicemia (açúcar no sangue) fazendo com que não haja aumento da mesma.

Para que nosso intestino funcione de forma saudável e produza fezes de acordo com que foi citado, é preciso ter alguns hábitos como:

- Aumentar a ingestão de água. E falo de água pura mesmo!

- Colonizar o seu intestino com bactérias benéficas com a ingestão dos probióticos;

- Melhorar o seu funcionamento com ingestão de glutamina que dá energia as células do intestino e melhoram sua funcionalidade;

- Aumentar o consumo de fibras na alimentação que estão presentes nas frutas, verduras, legumes, aveia e outros;

- Diminuir o consumo de alimentos industrializados, cheios de conservantes, corantes, glutamato monossódico (realçador de sabor);

- Evitar o consumo de bebidas alcoólicas;

- Não fumar;

- Melhorar o nível de estresse e ansiedade;

-Não fazer uso de remédios para funcionar o intestino ou até mesmo “fitoterápicos” porque eles causam dependência e danos;

- Evitar a ingestão de sucos concentrados, suco em pó, refrigerantes;

- Relaciona-se muito o intestino preso com a ingestão de leite e derivados. Relevo ainda a importância do atendimento personalizado porque não quer dizer que todas as pessoas que tem intestino preso não podem consumir leite e derivados;

- Ir ao banheiro na hora que a vontade vier e não ficar “segurando”;

- Praticar atividade física.

Esta matéria tem caráter de informação e não exclui a importância da consulta com a nutricionista!

Fonte: ANutricionista.Com - Ana Paula Fidélis - CRN9 6192 - Nutricionista em Belo Horizonte.



Referências Bibliográficas:
NAVES Andrea. Nutrição Clínica Funcional: Obesidade. Ed VP. São Paulo, 2009.

NAVES Andrea. Nutrição Clínica Funcional: Modulação Hormonal. Ed VP. São Paulo, 2010.

sábado, 16 de abril de 2011

Prof. Alexandre Evangelista / TREINAMENTOS INTERVALADOS DE ALTA INTENSIDADE PROMOVEM MELHORES ADAPTAÇÕES DO QUE TREINOS CONTÍNUOS DE BAIXA A MODERADA INTENSIDADE

Prof. Alexandre Evangelista / TREINAMENTOS INTERVALADOS DE ALTA INTENSIDADE PROMOVEM MELHORES ADAPTAÇÕES DO QUE TREINOS CONTÍNUOS DE BAIXA A MODERADA INTENSIDADE

TREINAMENTOS INTERVALADOS DE ALTA INTENSIDADE PROMOVEM MELHORES ADAPTAÇÕES DO QUE TREINOS CONTÍNUOS DE BAIXA A MODERADA INTENSIDADE

Estudos recentes realizados na Noruega compararam diferenças entre os métodos de treinamento para melhora da performance no endurance (métodos contínuos x intervalados).

Para isso, 40 indivíduos saudáveis foram divididos em 4 grupos distintos:

1- Corrida de longa distância – 45’ a 70% da FCmáx;

2- Corrida no limiar ventilatório - 24’ a 85% da FCmáx);

3- Corrida intervalada – 15/15 onde foram realizadas 47 repetições por 15” de duração a 90/95% da FCmáx com 15” de pausa ativa a 70% da FCmáx (o trabalho durou aproximadamente 23’);

4- Corrida intervalada – 4×4 a 90%/95% da FCmáx com intervalos ativos de 3’ a 70% da FCmáx (o trabalho durou aproximadamente 28’).

Todos as sessões de treino foram realizadas 3x durante a semana durante 8 semanas.

As variáveis analisadas foram Volume de ejeção, Volume sanguíneo, efeitos no VO2MÁX e economia de corrida.

Os resultados encontrados demonstraram que os protocolos baseados no método contínuo (protocolo 1 e 2) foram os que apresentaram as menores mudanças nas variáveis analisadas.

Os maiores percentuais de mudanças em relação a melhoras no VO2MÁX e volume de ejeção foram encontrados nos protocolos que utilizaram o treinamento intervalado (5,5% e 7.2% de melhoras no VO2MÁX nos protocolos 3 e 4, respectivamente).

Além disso, todos os grupos melhoraram suas respectivas velocidades de corrida no limiar ventilatório em 9,6%.

Baseado nesses resultados, os autores chegaram às seguintes conclusões:

- Os métodos intervalados parecem oferecer quadros mais promissores em relação a melhora do desempenho do que os contínuos;

- Aparentemente o protocolo 4 parece ser o mais indicado quando o objetivo é aumentar a potência aeróbia.

- O protocolo 4 durou 17’ menos do que o protocolo 1 (utilizando método contínuo). Isso é de fundamental importância quanto optamos por trabalhar mais com a qualidade do treinamento (intensidade) ao invés da quantidade (volume).

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

Helgerud, J, K Hoydal, E Wang, T Karlsen, P Berg, M Bjerkaas, T Simonsen, C Helgesen, N Hjorth, R Bach,

and J Hoff . Aerobic high-intensity intervals improve VO2max more than moderate training. Med Sci Sports

Exerc 39:665 – 671. 2007.

Bicicleta e desempenho sexual : Area de Treino

Bicicleta e desempenho sexual : Area de Treino

Bicicleta e desempenho sexual

April 15, 2011

Andar de bicicleta é uma ótima atividade para o tratamento contra problemas sexuais para homens com doenças cardíacas crônicas. Essa descoberta foi apresentada no Congresso Científico da American Heart Association. “Nós descobrimos que o exercício pode agir como terapia médica para melhorar tanto a função sexual quanto a qualidade de vida dos pacientes”, revela o diretor do Instituto Italiano do Coração de Lancisi, Romualdo Belardinelli. Muitos pacientes com problemas cardíacos tomam remédios que contêm nitratos. As pessoas que seguem esse tratamento são aconselhadas a evitar drogas como o Viagra, por causa da combinação que pode ser fatal. “Os pacientes que se exercitaram ao invés de terem tomado remédios evitaram o problema da interação letal da combinação com o nitrato”, conta Belardinelli. “Na verdade, mais da metade dos pacientes estudados tomavam nitratos e não notamos qualquer efeito colateral”, afirma. Os nitratos, combinados com o Viagra, podem causar pressão baixa e problemas cardiocirculatórios.

O estudo indica que os pacientes que pedalaram aumentaram a atividade sexual e melhoraram a qualidade de vida, o que significa também uma melhora na função cardiovascular. Os progressos medidos a partir da artéria braquial – que vai do ombro ao cotovelo – indicaram que os vasos sangüíneos em outras partes do corpo também foram beneficiados pelo exercício. Belardinelli diz que não sabe se outros tipos de atividade física teriam o mesmo efeito. O estudo é o primeiro a examinar a relação entre doenças cardíacas crônicas e a disfunção sexual. Além disso, comprovou que ao se exercitar, há melhoras consideráveis na performance sexual masculina. Os pesquisadores estudaram 59 homens com mais de 50 anos, todos com problemas cardíacos crônicos causados por isquemia coronária. Essa doença pode causar danos nas artérias o que impede a circulação de sangue até o pênis, o que impossibilita uma ereção. Nenhum dos participantes da pesquisa tinha câncer de próstata, outra causa freqüente de impotência sexual. Um grupo com 30 pacientes se exercitou seguindo um programa preestabelecido em bicicletas ergométricas eletrônicas, em uma sala do hospital.

Outro grupo com 29 participantes não fez atividade física. O primeiro grupo se exercitava três vezes por semana, durante dois meses. Cada sessão durava uma hora. Nos 15 minutos iniciais eram realizados alongamentos e exercícios de calistenia. Depois, nos 40 minutos seguintes, os participantes pedalavam. Os batimentos cardíacos e a pressão sangüínea foram checados antes, durante e depois de pedalar. No começo do estudo e durante os dois meses de duração, todos os participantes que se exercitaram tiveram as respostas vasomotoras da artéria braquial medidas (dilatação e contração). Os resultados indicam como é a função endotelial da pessoa.

O endotélio é o canal interno responsável pela circulação sangüínea que controla a dilatação e a contração. Os pesquisadores quantificaram a qualidade de vida e as melhoras na função sexual usando questionários respondidos pelos pacientes e suas companheiras. A Qualidade de Vida (QDV) foi medida a partir do questionário Minnesota Living with Heart Failure. Para progressos na vida sexual (PVS) os cientistas utilizaram questionários que cobriam três áreas: relacionamento com a companheira, qualidade da ereção e saúde pessoal. “Nós descobrimos significantes melhoras tanto no QDV quanto no PVS dos pacientes que pedalaram”, revela Belardinelli. Depois dos dois meses, os níveis de absorção máxima de oxigênio no grupo que pedalou melhorou em 18% e a dilatação 76,4% (de 2,29% para 4,04%).

Além dessas mudanças, os pesquisadores notaram que os níveis de PVS aumentaram 76,8% (de 3,49% para 6,17%). Também foram percebidas melhoras na qualidade de vida. Não houve mudanças no grupo que não se exercitou. “Parece que o exercício melhora a função endotelial na maioria dos vasos sangüíneos”, afirma Belardinelli. O pesquisador também diz que esse benefício pode explicar, ao menos em parte, as melhoras na qualidade de vida e no perfil de atividade sexual. “Essas são apenas descobertas preliminares analisando um pequeno grupo de homens”, lembra. Belardinelli esclarece que no futuro quer fazer um estudo para verificar os efeitos em uma população maior.

Fonte: www.bikersbrasil.com

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Bebidas isotônicas versus energéticos : Area de Treino

Bebidas isotônicas versus energéticos : Area de Treino

Bebidas isotônicas versus energéticos

April 13, 2011

Isotônicos e energéticos são produtos que geram muitas dúvidas entre a população. A principal característica das bebidas energéticas, que podemos considerar que são, basicamente, fontes de carboidratos (muitas vezes são associadas com outros compostos, como glutamina e vitaminas antioxidantes) que ajudam na performance esportiva por fornecer energia necessária (ou extra!) para a prática em questão.

Além de servir como o principal combustível energético, por ser facilmente metabolizado, o carboidrato desempenha outras funções importantes, como: efeito poupador de proteínas (evitando eu as mesmas sejam usadas como fontes de energia) e função energética do sistema nervoso central. Essas bebidas vão contribuir com o acúmulo de glicogênio e reconstrução do músculo.

Já os isotônicos (também chamados de bebidas esportivas) são bebidas cuja função é repor os sais perdidos pelo suor, por atletas ou praticantes de atividade física submetidos ao esforço físico intenso, que podem ser indicadas para consumo após 90 minutos de atividade. São bebidas à base de água, sais minerais e carboidratos de rápida absorção, que recuperam os líquidos e eletrólitos perdidos através do suor durante a atividade física, fornecendo energia para os músculos e preservando suas reservas de carboidratos. Eles possuem formulação semelhante ao plasma sanguíneo, o que facilita a absorção. A água de coco, por exemplo, é considerada um isotônico natural, por ser rica em potássio e sódio.

As bebidas isotônicas possuem concentrações de eletrólitos semelhantes ao sangue humano, fazendo com que ocorra uma rápida absorção de líquido. O desequilíbrio dessa osmalidade plasmática leva a problemas no atleta, como câimbras e a desidratação propriamente dita. Já publiquei uma coluna aqui sobre associação do consumo de bebidas esportivas com saúde dentária! Fique ligado!

Por apresentar baixa quantidade de carboidratos (em torno de 8%) se comparado com outras bebidas (como os sucos e água de coco), não há sobrecarga do aparelho digestório. Além disso, os carboidratos fornecem energia para os músculos em exercício. Estas bebidas não apresentam cafeína em sua composição, já que essa substância possui ação diurética, efeito totalmente contrário dos que buscam os usuários das bebidas isotônicas.

Atenção: Não confunda repositores energéticos destinadas à prática esportiva com bebidas energéticas estimulantes, que contêm substâncias que agem no sistema nervoso central, como cafeína, ioimbina e glucoronolactona. Em doses elevadas, as bebidas estimulantes podem gerar nervosismo, ansiedade, insônia, tremores e até distúrbios neurológicos, da mesma forma que o excesso de café, guaraná etc. Os estimulantes, apesar de darem sensação de pique ao corpo,não devem ser usados como repositores energéticos. Na dúvida, consulte seu Nutricionista esportivo, ok?

*Nutricionista paulistana formada em 2001, Priscila Di Ciero é especialista em nutrição esportiva, com cursos de extensão em nutrição funcional, estética e suplementação. É membro do Departamento de Medicina e Nutrição da Sociedade Vegetariana Brasileira. Atualmente, presta consultoria a restaurantes, escolas e empresas, além de atender em consultório e, quando necessário, nas residências dos clientes.

Fonte: www.bahiarun.com.br

Written by AREA DE TREINO · Filed Under Prof. Dr. Newton Nunes

Saúde & Bem Estar - NOTÍCIAS - É difícil, cansa, mas emagrece

Saúde & Bem Estar - NOTÍCIAS - É difícil, cansa, mas emagrece

Fonte: Revista Época-G1
É difícil, cansa, mas emagrece

Por que a malhação forte e rápida queima mais gordura do que exercícios amenos e demorados, embora gaste a mesma quantidade de energia
Francine Lima

Enquanto as academias de ginástica prometem resultados de capa de revista e as estatísticas de obesidade no planeta só crescem, a ciência tenta entender por que tanta gente malha, malha e não emagrece. Uma hipótese que tem recebido atenção dos especialistas é que talvez essas pessoas façam exercícios fáceis demais. Diversos estudos nos últimos anos sugerem que economizar na duração do exercício e apostar na intensidade pode ser mais eficiente do que o “devagar e sempre” recomendado pelos órgãos de saúde.

Entre as atividades físicas mais indicadas pelos médicos estão a caminhada, a corrida, a natação e a pedalada, classificadas como aeróbicas, por aumentar o uso de oxigênio na produção de energia. O que normalmente se diz é que, para emagrecer, é preciso fazer esses exercícios por mais de meia hora, pois só depois de uns 20 minutos o corpo passaria a usar a gordura como principal combustível. Mas essa convenção vem sendo contestada. O pesquisador Luiz Carlos Carnevali Jr., que acaba de lançar o livro Exercício, emagrecimento e intensidade do treinamento, diz que essa é uma meia verdade. “Para usar mais gordura durante o exercício, é preciso um esforço prolongado”, diz ele. “Mas, se o esforço for suficientemente intenso, a gordura será usada do mesmo jeito, depois do exercício.” Carnevali sustenta que a prática frequente de esforço físico intenso produz alterações metabólicas que explicam essa transformação.

Patricia Stavis
SEM PARAR
Terezinha de Oliveira mostra, numa academia de São Paulo, os exercícios que a fizeram perder 13 quilos em dez semanas. Durante 30 minutos, ela intercalava exercícios aeróbicos, como a pedalada, com musculação e ginástica sem intervalos. "Era bem intenso", diz

Mesmo sem se debruçar sobre as explicações moleculares, um estudo publicado em 2008 na revista do Colégio Americano de Medicina do Esporte conseguiu demonstrar que a intensidade do exercício pode superar a duração em matéria de queima de gordura. Divididas aleatoriamente em três grupos, mulheres com obesidade abdominal (circunferência acima de 80 centímetros) fizeram caminhada ou corrida ao longo de 16 semanas. O primeiro grupo se exercitou cinco vezes por semana, com intensidade moderada, em sessões de aproximadamente uma hora. O segundo grupo se exercitou intensamente três vezes por semana, em sessões mais curtas, mas alcançando o mesmo gasto calórico do primeiro grupo (400 calorias) durante as sessões. O terceiro grupo não fez nada. No final, as mulheres que fizeram exercícios intensos tinham perdido muito mais gordura abdominal do que as que fizeram exercícios moderados pelo dobro do tempo (leia o quadro abaixo). A classificação de intenso ou moderado foi dada pela percepção de esforço das participantes no estudo. As mulheres do exercício moderado afirmavam estar ligeiramente cansadas no final da sessão, enquanto as do grupo da corrida puxada diziam estar cansadas ou muito cansadas. Se estivessem usando medidores de frequência cardíaca, o primeiro grupo estaria com batimentos entre 65% e 75% da capacidade máxima e o segundo mostraria batimentos acima de 85% da capacidade máxima.

Quando a intensidade é maior, a duração é inevitavelmente menor, pois os recursos orgânicos disponíveis para manter o esforço simplesmente se esgotam. E essa parece ser a vantagem de trocar a duração pela intensidade. Para o pesquisador Arthur Weltman, da Universidade de Virgínia, um dos responsáveis pelo estudo, a explicação para o efeito emagrecedor do exercício curto e intenso está no período de recuperação. “Não devemos levar em conta apenas as calorias efetivamente gastas durante o exercício”, diz Weltman. “Quando o exercício é intenso, o corpo precisa de muitas calorias para se recuperar. É nesse momento de recuperação que ele queima mais gordura.” Um dos responsáveis por isso parece ser o hormônio de crescimento, que estimula a queima de gordura e cuja produção é aumentada pelo esforço físico. Quanto mais intenso o exercício, mais hormônio do crescimento é liberado. Quando o exercício é moderado, quando não “perturba” o organismo, explica o pesquisador, a recuperação não requer tanta energia.

   Reprodução   Reprodução

Foi preciso que Terezinha de Jesus de Oliveira perturbasse muito seu sistema energético para perder 13 quilos em dez semanas. Até então, ela fazia ginástica leve, sem resultados. “Eu fazia as aulas sem suar muito. Se ficasse um pouco cansada, já estava bom”, diz. O quadro mudou quando um professor a convenceu a participar de um programa especial de emagrecimento. Ela teve de suar para valer em circuitos de 30 minutos (metade do que duravam as aulas que costumava frequentar) que intercalavam ciclos de 3 minutos de exercícios aeróbicos com musculação e ginástica. O revezamento mantinha a frequência cardíaca sempre alta. “Era corrido, rápido e intenso”, diz Terezinha. “Eu saía de lá achando que não voltaria, mas acabei gostando por causa dos resultados. Saí da zona de conforto.”

Alguns treinadores apostam no desconforto como parâmetro para suas aulas. Segundo o personal trainer José Alexandre s Filho, seus alunos frequentemente são levados a sentir “o coração batendo na traqueia”. “É assim que a gente prepara para uma oxigenação melhor”, diz José Alexandre. Para Julio Cezar Papeschi, dono de uma academia na Zona Norte de São Paulo, as pessoas às vezes vomitam de exaustão e, claro, nem todos se adaptam. Mas a ideia de perder o dobro do peso na metade do tempo tem apelo numa cidade onde sobram tentações calóricas e faltam horas nos dias de todo mundo. “Intensidade é a palavra do momento”, diz o empresário e professor de educação física. “Os alunos chegam aqui com uma cultura de pouco esforço, mas muitos mudam.”

Antes de se aventurar no mundo dos elevados batimentos cardíacos é necessário consultar um médico e avaliar, por meio de exames, o que sua saúde é capaz de suportar. O indicado é começar devagar e intensificar o treino algumas semanas depois, quando o corpo estiver condicionado. Carlos Eduardo Negrão, médico do Instituto do Coração da Universidade de São Paulo e especialista em fisiologia do exercício, duvida que pacientes obesos aceitem exercícios mais difíceis. “Já é difícil fazê-los aderir ao exercício moderado”, diz ele. Até que novos estudos confirmem a eficácia do exercício intenso, ele prefere continuar usando os de longa duração com seus pacientes. Para Claudia Forjaz, professora da Escola de Educação Física da USP e responsável pela área de atividade física da Sociedade Brasileira de Hipertensão, é provável que o treino intenso funcione para as pessoas saudáveis, mas é preciso cautela com quem sofre de pressão alta ou insuficiência cardíaca. “Ainda não sabemos o que acontece no longo prazo”, diz ela. “A ciência não estudou todos os riscos.”

quarta-feira, 13 de abril de 2011

OBESIDADE: DA ADOLESCÊNCIA À VIDA ADULTA |

OBESIDADE: DA ADOLESCÊNCIA À VIDA ADULTA |

OBESIDADE: DA ADOLESCÊNCIA À VIDA ADULTA

O excesso de peso e a obesidade resultam da interação entre diversos fatores, como genéticos, metabólicos, comportamentais e ambientais. Dados da World Health Organization (WHO) de 2010 afirmam que a obesidade representa grave problema de saúde pública, afetando tanto países desenvolvidos quanto em desenvolvimento. Estudos epidemiológicos indicam que aproximadamente 65% da população dos Estados Unidos apresenta excesso de peso, sendo que 35% desses indivíduos são classificados como tendo risco de obesidade (25 ≤ IMC ≤ 30 kg.m-2) e 30% são considerados obesos (IMC ≥ 30 kg.m-2).

Segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008-2009 realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o aumento de peso em adolescentes de 10 a 19 anos foi contínuo nos últimos 34 anos. Neste período, a prevalência de excesso de peso (IMC ≥ 25 kg.m-2) na população adolescente brasileira passou de 3,7% para 21,7% no sexo masculino e 7,6% para 19% para o sexo feminino. Já os casos de obesidade (IMC ≥ 30 kg.m-2) entre adolescentes passaram de 0,4% para 5,9% no sexo masculino, e de 0,7% para 4,0% no sexo feminino. Este quadro é extremamente preocupante, pois estima-se que indivíduos obesos apresentam aumento de 50% a 100% do risco de mortalidade, fato explicado pela associação entre excesso de peso e gordura abdominal com doenças crônicas não transmissíveis, como hipertensão arterial, dislipidemia, diabetes mellitus tipo 2 (DM2) e certos tipos de câncer.

No Brasil, vários estudos de base populacional têm mostrado que fatores sócio-demográficos e comportamentais estão associados ao aumento do peso corporal. Entretanto, ainda existem poucos estudos acerca do papel desses determinantes na distribuição da gordura. Em geral, os riscos de desenvolver obesidade abdominal aumentam com a idade e diminuem com a maior escolaridade. Adicionalmente, observa-se associação entre obesidade abdominal e menopausa, tornando-se primordial o desenvolvimento de terapias, tanto relacionadas a mudança de comportamento como farmacológicas, em especial na adolescência, visando reduzir o impacto do envelhecimento no desenvolvimento de obesidade e doenças a ela associadas.

O tratamento interdisciplinar para adolescentes obesos, sob a direção da Profa Dra. Ana Dâmaso, que vem sendo desenvolvido na UNIFESP, tem se mostrado eficiente na redução da prevalência da síndrome metabólica, da esteatose hepática não alcoólica (acúmulo de gordura no fígado) e da compulsão alimentar, contribuindo para a melhoria na qualidade de vida de adolescentes obesos.
O tratamento interdisciplinar é composto por profissionais de diferentes formações - médicos, nutricionistas, fisioterapeutas, educadores físicos e psicólogos - a fim de modificar de maneira mais ampla o estilo de vida destes indivíduos, acostumados a ficar sentados assistindo televisão e comendo.

Frente aos efeitos benéficos observados por este tratamento interdisciplinar, a mudança do estilo de vida desde a adolescência demonstra suma importância para uma vida adulta e para o envelhecimento saudável, sem presença de doenças decorrentes da obesidade e/ou do estilo de vida sedentário.

Digno de nota, a mudança do estilo de vida, não somente pelos adolescentes, mas sim por toda a família, é necessária para que todos os efeitos benéficos impostos por tal estratégia sejam efetivamente duradouros e bem sucedidos.


Referências:

World Health Organization. http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs311/en/. 2010.

Hedley AA, Ogden CL, Johnson CL, Carroll MD, Curtin LR, Flegal KM. Prevalence of overweight and obesity among US children, adolescents, and adults, 1999-2002. JAMA. 2004 Jun 16;291(23):2847-50.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?i.... 2010.

Ryan DH, Kushner R. The state of obesity and obesity research. JAMA. 2010 Oct 27;304(16):1835-6.

Ronque ERV, Cyrino ES, Dórea VR, Serassuelo Júnior H, Galdi EHG, Arruda M. Prevalência de sobrepeso e obesidade em escolares de alto nível socioeconômico em Londrina, Paraná, Brasil. Rev. Nutr. 2005 Dec; 18(6): 709-717.

Campos LA, Leite AJM, Almeida PC. Nível socioeconômico e sua influência sobre a prevalência de sobrepeso e obesidade em escolares adolescentes do município de Fortaleza. Rev. Nutr. 2006, vol.19, n.5, pp. 531-538.

Caranti DA, de Mello MT, Prado WL, Tock L, Siqueira KO, de Piano A, Lofrano MC, Cristofalo DM, Lederman H, Tufik S, Dâmaso AR. Short- and long-term beneficial effects of a multidisciplinary therapy for the control of metabolic syndrome in obese adolescents. Metabolism (9):1293-300. 2007.

Caranti DA, Lazzer S, Dâmaso AR, Agosti F, Zennaro R, de Mello MT, Tufik S, Sartorio A. Prevalence and risk factors of metabolic syndrome in Brazilian and Italian obese adolescents: a comparison study. Int J Clin Pract (10):1526-32. 2008.

Carnier J, Lofrano MC, Prado WL, Caranti DA, de Piano A, Tock L, do Nascimento CM, Oyama LM, Mello MT, Tufik S, Dâmaso AR. Hormonal alteration in obese adolescents with eating disorder: effects of multidisciplinary therapy. Horm Res 70(2):79-84. 2008

Carnier J, de Piano A, de Lima Sanches P, Tock L, do Nascimento CM, Oyama LM, Corrêa FA, Ernandes RH, Lederman H, de Mello MT, Tufik S, Dâmaso AR. The role of orexigenic and anorexigenic factors in an interdisciplinary weight loss therapy for obese adolescents with symptoms of eating disorders. Int J Clin Pract. 2010 May;64(6):784-90.

De Lima Sanches P, de Mello MT, Elias N, Fonseca FA, de Piano A, Carnier J, Oyama LM, Tock L, Tufik S, Dâmaso AR. Improvement in HOMA-IR is an independent predictor of reduced carotid intima-media thickness in obese adolescents participating in an interdisciplinary weight-loss program. Hypertens Res. 2011 Feb;34(2):232-8.

De Piano A, Prado WL, Caranti DA, Siqueira KO, Stella SG, Lofrano M, Tock L,Cristofalo DM, Lederman H, Tufik S, de Mello MT, Dâmaso AR. Metabolic and nutritional profile of obese adolescents with nonalcoholic fatty liver disease. J Pediatr Gastroenterol Nutr 44(4):446-52. 2007.

Lira FS, Rosa JC, Dos Santos RV, Venancio DP, Carnier J, Sanches Pde L, do Nascimento CM, de Piano A, Tock L, Tufik S, de Mello MT, Dâmaso AR, Oyama LM. Visceral fat decreased by long-term interdisciplinary lifestyle therapy correlated positively with interleukin-6 and tumor necrosis factor-α and negatively with adiponectin levels in obese adolescents. Metabolism. 2011 Mar;60(3):359-65.

terça-feira, 12 de abril de 2011

SÓ MUDA O ENDEREÇO.


SÓ MUDA O ENDEREÇO.

A  cidade o país e até mesmo o mundo em que vivemos é regado de aproveitadores.
Seja no troco do cafezinho, na moeda que não lhe foi repassada, na quantidade exata de uma embalagem, na fila de banco, nas tarifas escondidas nas entrelinhas do contrato, aqui e em qualquer lugar do mundo existe, mas no Brasil há sempre o exagero. Não é por acaso que temos Itú, a cidade dos exageros, mas em todas as cidades há o adjetivo de Itú embutido em suas “entrelinhas”.
Na ordem política existem os papagaios de pirata, um vereador ou um deputado lança a obra (super faturada), diga-se de passagem, e o outro entra no barco, sem ter nada com o projeto somente para sair “bem” na foto. Que lindo, esse é o Brasil, esse é o seu município.
Existem pessoas que nasceram para brilhar, e outras que nasceram para ofuscar. E, na onda do “eu também quero aparecer” chegar ao ponto do ridículo não tem a mínima importância, e assim são usados meios e mecanismos baratos onde a valorização da vida e outros valores morais são deixados para segundo plano, pois o “legal” é aparecer.
Vejo aqui em minha cidade, a imoralidade do ato de infringir princípios para somente estar na pauta. Traduzindo:
Se, no afã de tentar melhorar algo ele se estraga ninguém tem o “dom” de pedir desculpas e voltar atrás, permanecem errando, mas não dão o braço a torcer. E é no erro que o papagaio de pirata entra, pois a questão é estar na pauta, aparecer na foto e outras gírias que são até formais demais pro texto.
O meio político poderia ser melhor sem essa prole de aproveitadores, pessoas do contra, que são contra a tudo e a todos, são de oposição, e, que se opõem até à seus princípios e ou os princípios do seu partido somente para levar adiante o “estar na pauta”.
Gostar-me-ia, de poder ver alguém na pauta com belos projetos, coisas realmente importantes dentro do contexto de cada município, sim, pois cada local tem suas particularidades e necessidades, mas vejo alguns políticos locais que pegam o bonde andando, não criam nada, e só sabem criticar o que está sendo feito ou o que será criado, e não se preocupa com a sua cria, pois não existe.
Depois de inúmeros acidentes, manchetes e sensacionalismo têm sempre aquele vereador que quer uma estátua ao lado do semáforo que “ele” pediu pra instalar.
Depois das enchentes levarem e lavarem a alma do eleitor  há o vereador que quer a foto no jornal depois das obras de contenção.
Também há aqueles que “gritam aos montes” que as melhorias virão, mas que ao passo de cada eleição se lembram dos problemas e voltam a ser eleitos sem ao menos resolvê-los de outrora.
É de contar nos dedos os vereadores e deputados que trabalham quietos, se enchem de projetos, realizam melhorias e não fazem alardes disso, pois na verdade estão sendo pagos pra isso, nós pagamos pra isso, o que seria se todas as pessoas que são pagas pra executarem as suas tarefas dissessem ao mundo o que fizeram, seria o caos da comunicação mundial? E se a cada benfeitoria aparecessem dois ou mais papagaios de pirata?
Estamos numa época em que levar vantagem virou moda, e é motivo de lisonjeio. Acorda Brasil, revejam os seus votos e procure riscar da sua lista de pretendentes ao seu voto, os papagaios de pirata, que só querem estar na pauta e pra isso sacaneiam a lisura, a honra e a moralidade dos princípios.
Ed Carlos-Personal trainer
Votuporanga-SP

Bíbi Sportrainer: Domínios de intensidade do exercício - o limite su...

Bíbi Sportrainer: Domínios de intensidade do exercício - o limite superior do domínio pesado.

Hoje mudaremos um pouquinho nossa discussão e não abordaremos o exercício intermitente. O assunto da vez é domínios de intensidade do exercício. De modo específico trataremos o limite superior do domínio pesado da intensidade do esforço.
O exercício pode ser classificado em diferentes domínios de acordo com sua intensidade como moderado, pesado e severo. Esta classificação se dá em face às respostas metabólicas que são especificas para cada “faixa” de intensidade. Isto significa dizer que, a concentração do lactato sanguíneo ([La]), o pH e o consumo de oxigênio (VO2) são diferentes.
O exercício realizado abaixo do limiar de lactato (LL) é classificado como domínio moderado, sendo este altamente sustentável não ocorrendo elevação contínua da [La]. O domínio pesado compreende a faixa de exercício realizado acima do LL e abaixo da máxima fase estável de lactato (MLSS) ou potência crítica (PC). Neste domínio, a [La] tende a se estabilizar em valores acima daqueles encontrados no domínio moderado. Ocorre aqui o surgimento do componente lento do VO2 (CL) fazendo com que este alcance a estabilidade em valor maior que aquele predito pela relação sub-LLVO2-carga. Com relação ao domínio severo, nem a [La] e nem o VO2 se estabilizam havendo aumento contínuo dos mesmos ao longo do tempo. Neste domínio de intensidade, a amplitude do CL é maior que no domínio pesado.
No parágrafo anterior dissemos que o limite superior do domínio pesado é a MLSS ou a PC (...o domínio pesado compreende a faixa...). Alguns estudos apontam que a PC seria o limite superior para o domínio pesado enquanto outros acreditam que a MLSS seja este limite.
Esta diferença se dá em decorrência da resposta fisiológica analisada em cada estudo. Importante salientar que a MLSS e a PC são correlacionadas e frequentemente utilizadas de forma intercambiável. No entanto, têm-se verificado que a PC é significativamente maior que a MLSS.
Embora a PC e MLSS sejam correlacionadas, o que implica dizer que a PC ocorre em intensidade maior que a MLSS? Isto nos permite dizer que a PC e a MLSS representam diferentes intensidades de esforço e podem, dessa forma, apresentar respostas agudas ([La], VO2 e tempo de exaustão, por exemplo) distintas, não podendo assim ser utilizadas de modo intercambiável.
Em decorrência do que foi citado anteriormente (respostas fisiológicas), a determinação criteriosa dos limites de intensidade de exercício é essencial para a prescrição do exercício aeróbio (atletas ou não) e delineamentos experimentais uma vez que a amplitude dos domínios parece ser alterada com o treinamento aeróbio.

Para mais informações acerca dos domínios de intensidade e limite superior do domínio pesado, sugiro a leitura de: Barbosa, L. F. et al., Máxima fase estável de lactato sanguíneo e o limite superior do domínio pesado em ciclistas treinados. Revista Brasileira de Cineantropometria e Desempenho Humano. 11(3), p. 320-325, 2009.
Disponível em: http://www.rbcdh.ufsc.br/DownloadArtigo.do?artigo=512

Entenda mais sobre o processo de perda e ganho de peso : Area de Treino

Entenda mais sobre o processo de perda e ganho de peso : Area de Treino


April 11, 2011

É muito comum as pessoas que estão no processo de perda de peso contestarem o fato de ser tão difícil um indivíduo com obesidade em grau elevado perder peso em relação àqueles que apresentam obesidade moderada ou sobrepeso. E isso realmente ocorre, entenda o motivo:

A medida que o adipócito (célula de gordura) cresce, ou seja, incha de gordura, ocorre uma redução da sensibilidade dos receptores das células em reconhecer a ação da insulina, acarretando aumento na liberação de insulina. Com isso, há uma redução da ação da enzima LHS (lipase hormônio sensível) que é responsável pela hidrolíse dos triglicerídeos (quebra de gordura) já armazenados no adipócito, ocorrendo também um aumento na ação da lipase lipoprotéica, transportando com isso mais gordura para dentro da célula.

Outro fator seria a redução da leptina ou dos receptores de leptina, que é o hormônio produzido no tecido adiposo que regula o mecanismo de set point (ponto de equilíbrio) no hipotálamo, responsável por controlar o apetite e a quantidade de gordura que vai ser armazenada. O set point seria uma forma de defesa do organismo tentar manter seu peso habitual em frente a uma restrição alimentar ou aumento do gasto energético, que pode ser desencadeado pela atividade física. Por isso o processo de perda de peso se mantém estável e estaciona, não perdendo peso na mesma velocidade de quando inicia o processo de reeducação alimentar

O aumento do apetite também pode ser desencadeada pela diminuição da seretonina, hormônio do bem estar, que tende a estar reduzida em indivíduos obesos que apresentam uma auto estima diminuída, em função das angustias trazidas pela insatisfação com o próprio corpo, ligado ao padrão “magro” de beleza da sociedade atual.

E por fim, a dificuldade de perder peso estaria relacionado a redução da termogênese, que corresponde as nossas calorias gastas no repouso, ligadas ao nosso metabolismo basal, já que o tecido adiposo requer menos energia que o tecido muscular para manter-se ativo. Portanto, quanto maior for a proporção de músculos em relação a gordura maior será o gasto energético.

Mas o que podemos fazer quando essa perda de peso estaciona?

Um boa opção seria a introdução de alimentos termogênicos, que apresentam um nível maior de dificuldade para serem digeridos pelo organismo, fazendo que haja um gasto calórico maior para realizar a digestão, induzindo o organismo a trabalhar num ritmo mais acelerado. Consequentemente perde- se mais calorias.

Entre estes alimentos destacam-se:

  • Pimenta vermelha
  • Vinagre de maçã
  • Acelga
  • Aspargo
  • Couve
  • Brócolis
  • Laranja
  • kiwi
  • Mostarda
  • Gengibre
  • Café
  • Chá verde
  • Chocolate amargo (com 50% ou mais de cacau)
  • Água gelada
  • Linhaça

Produtos ricos em cálcio (vegetais escuros, leite e derivados) também contribuem para a perda de peso, pois o cálcio induz o aumento da lipólise que é a degradação das reservas de gordura.

Não esquecendo da atividade física aeróbica (caminhar, correr, pedalar, etc) responsável por aumentar o total de calorias gastas, ajudando a acelerar o metabolismo, e do exercício anaeróbico como a musculação, pois como já foi dito, o aumento da massa muscular acelera o metabolismo, portanto maior será o gasto energético.

Fonte: ANutricionista.Com – Mírian Valério – CRN2 7012P – Nutricionista em Rio Grande.

Leia mais sobre o assunto no Livro de Cardiologia do Exercício: do atleta ao cardiopata no Capítulo sobre Nutrição Esportiva.

Solicite o Livro diretamente com o Prof. Newton Nunes pelo e-mail: nnunesusp2010@hotmail.com

Condicionamento de função lombar

Graduação em Educação Física - URCAMP/RS
Pós-Graduação em Ginástica Médica - FICAB/RJ
Pós-Graduação em Exercícios Resistidos - FMUSP/SP
Edison Alfredo de Araújo Marchand
cafp@vetorialnet.com
(Brasil)







A coluna vertebral é composta por 33 vértebras e divide-se em quatro segmentos: cervical C1 - C7, torácica T1 - T12, lombar L1 - L5, sacrais S1 - S5 e coccígeas que são em número de quatro (RASCH, 1991 & WIRHED, 1986).
Segundo RASCH (1991), o segmento da coluna apresenta três curvaturas fisiológicas, sendo a torácica considerada primária por estar presente ao nascimento e a cervical e a lombar consideradas secundárias se desenvolvendo devido o bebê começar a sustentar a cabeça (cervical), e a sentar-se por vontade própria (lombar).
A degeneração discal aumenta com a idade em função da redução da elasticidade do disco devido, a diminuição da capacidade de ligar-se com a água. Esse processo faz com que a capacidade de distribuir e suportar cargas diminua (RASCH, 1991 & WIRHED, 1986).
A coluna lombar está propensa a ter três vezes mais lesões do que a parte superior do dorso, isso ocorre devido a dois fatores: debilidade de força das estruturas e a cargas ou forças que ela encontra durante tarefas esportivas e/ou recreacionais (RASCH, 1991).
A coluna vertebral, no segmento lombar, apresenta uma lordose fisiológica que é preservada pelo formato de suas vértebras e discos, e pelos músculos. A descompensação muscular pode causar hiperlordose ou retificação desta curvatura, sendo a retificação a alteração mais grave devido o aumento do espaço intervertebral posterior facilitando a causa de hérnia discal (FIGUEIRÓ, 1993).
A maior freqüência de problemas lombares é em indivíduos sedentárias e nos que executam trabalho pesado. Os sedentários apresentam uma região lombar fraca e mal preparada e os indivíduos que se ocupam de trabalho pesado recebem uma carga excessiva sobre a coluna vertebral. Nos esportes, o beisebol, bolão e o golf são os que apresentam maior probabilidade de risco (PRESS & YOUNG, 1997).
As pressões que os discos vertebrais sofrem variam de acordo com a tomada de postura, sendo sentada a maior, em pé reduz 30% e deitada em 50% (FIGUEIRÓ, 1993 & WIRHED, 1986).
Quando causada alguma alteração nos elementos estruturais da coluna lombosacra (disco, vértebra, músculos, ligamentos e nervos), se manifesta a lombalgia, que é a dor na região lombar ou a lombociatalgia, que é a dor lombar que se propaga ao longo do nervo ciático ambas as duas podem ter sua origem devido a fatores posturais, traumáticos e degenerativos (FIGUEIRÓ, 1993).
A dor ciática é o processo inflamatório do nervo ciático, podendo ser provocada por uma hérnia discal lombar, L4 - L5 ou L5 - S1 principalmente, tendo como sintoma a dor e sintomas sensoriais, anestesia e disestesia, na extensão do nervo (PRESS & YOUNG, 1997 & McILWAIN et al., 1994).
As dores lombares geralmente resultam de espasmos musculares, que podem ser agravadas pela compressão dos nervos espinhais ou anormalidade dos discos vertebrais (RASCH, 1991).
Segundo KRAEMER & FLECK (2001), dentre as causas das dores lombares destacam-se: músculos abdominais e eretores da coluna debilitados e músculos posteriores das coxas retraídos.
Algumas atividades ocupacionais podem exigir posturas que impõe tensões contínuas a determinados grupos musculares e outras podem evitar o uso de determinados grupos musculares, vindo a contribuir para o aumento da fraqueza por desuso. Os grupos musculares mais afetados são os abdominais e os eretores da coluna (KENDALL & McCREARY, 1987).
Desenvolver a força e a flexibilidade nos membros inferiores favorece o movimento normal da região lombopélvica, melhorando a biomecânica da coluna em atividades que requeiram agachar, flexionar e levantar objetos (PRESS & YOUNG, 1997).
Para PRESS & YOUNG (1997), a execução de exercícios de extensão da coluna vertebral que visem a compensação muscular, objetivam reduzir a compressão sobre os discos intervertrebrais. E os exercícios de flexão da coluna vertebral objetivam reduzir a compressão das articulações das facetas posteriores e abrir os forames intervertebrais.
Segundo KENDALL & McCREARY (1987), as atividades diárias, sejam ocupacionais ou de laser, quando repetitivas, freqüentes e em posturas comprometedoras podem acarretar problemas posturais. Para esses casos é aconselhável o tratamento específico a cada caso.
Os exercícios de força para compensação muscular são para os seguintes grupos musculares: músculos da cinta abdominal (FIGUEIRÓ, 1993; LAPIERRE, 1987& KRAEMER & FLECK, 2001), glúteos e psoas (FIGUEIRÓ, 1993); lombares (LAPIERRE, 1987). E os de alongamento são: músculos posteriores da coxa (FIGUEIRÓ, 1993; LAPIERRE, 1987 & KRAEMER & FLECK, 2001), músculo psoas (FIGUEIRÓ, 1993), articulação coxo-femural (LAPIERRE, 1987) e músculos lombares (KRAEMER & FLECK, 2001).
Os exercícios que visam reestabelecer uma boa postura devem ser os que fortalecem os músculos fracos e os que alonguem os encurtados. Após esse equilíbrio muscular atingido, ou seja, a restauração da força e comprimento muscular normais, o indivíduo pode ingreçar em programas de exercícios normais que sejam coerentes com suas limitações (KENDALL & McCREARY, 1987).
Os exercícios físicos atuam como controladores das dores nas costas, diminuindo ou acabando com os episódios dolorosos. Com o avanço de um programa de exercícios é que se obtém os resultados que irão aumentar a força e a flexibilidade dos músculos envolvidos na manutenção postural (McILWAIN et al., 1994).
PRESS & YOUNG (1997), recomendam que na realização da anamnese, em um indivíduo com dor lombar, sejam consideradas as seguintes questões:
  • Desde quando o indivíduo tem a dor;
  • Em que situação a dor piora, se em extensão ou em flexão;
  • Se durante a noite a dor permanece;
  • O que reduz a dor;
  • O que agrava a dor;
  • Se já teve problemas na região lombar.
Algumas medidas preventivas podem ser tomadas para que se evite crises dolorosas. McILWAIN et al. (1994), consideram como as mais importantes o programa de exercícios, o controle de peso, o condicionamento físico e a dieta.
  1. Programa de exercícios: os exercícios são a única maneira de fortalecer e tornar os músculos flexíveis. É importante salientar que as atividades diárias não substituem os exercícios, pois eles são prescritos com um objetivo específico, e as atividades diárias muitas vezes sobrecarregam determinadas estruturas e músculos.
  2. Controle de peso: todo o excesso de peso que provem do aumento da gordura tende a ser sobrecarga para a coluna e pode comprometer músculos e outros tecidos moles da coluna.
  3. Condicionamento físico: os exercícios são de condicionamento aeróbio, visando melhorar o sistema cardiorespiratório podendo ser a caminhada, a natação e o ciclismo (o autor não especifica se o ciclismo é estacionário, de passeio , ou de competição). Qualquer um deles pode ser escolhido desde que seja regular e a intensidade progressiva.
  4. Dieta: é uma reeducação alimentar, uma mudança de atitude frente ao ato de sentar à mesa, onde deve conter alimentos de todos os grupos em quantidades adequadas, favorecendo uma mudança gradual e constante. Essa mudança, que objetiva reduzir o peso, para ser efetiva deve ser associada a um estilo de vida ativo.
A adoção de hábitos saudáveis tais como: a tomada de posturas corretas, dieta equilibrada, atividade aeróbia para controle de peso e a realização de exercícios de força e flexibilidade, existe a possibilidade de melhorar a biomecânica da coluna reduzindo os sintomas dolorosos e reestabelecendo a função lombar.

Bibliografia
  • FIGUEIRÓ, S. (1993) Seu Trabalho, sua Postura: sua Coluna: cervico-dorso-lombalgias nas atitudes posturais. Porto Alegre, Sagra.
  • KENDALL, F.P. & McCREARY, E,K. (1987) Músculos: Provas e Funções. São Paulo, Manole.
  • KRAEMER, W.J. & FLECK, S.J. (2001) Treinamento de Força para Jovens Atletas. São Paulo, Manole.
  • RASCH, P.J. (1991) Cinesiologia e Anatomia Aplicada. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan.
  • LAPIERRE, A . (1987) A Reeducação Física. Vol III. São Paulo, Manole.
  • McILWAIN, H.H.; BRUCE, D.F.; SILVERFIELD, J.C.; BURNETTE, M.C. & GERMAIN, B.F. (1994) Vencendo a Dor nas Costas. São Paulo, Cuctrix.
  • PRESS, J.M. & YOUNG, J.L. (1997) Dor na Região Lombar IN: MELLION, M.B. Segredos em Medicina Desportiva. Porto Alegre, Artes Médicas. p 307-311.
  • WIRHED, Rolf (1986) Treinamento de força in: Atlas de Anatomia do Movimento. São Paulo, Ed. Manole. p.25-27

sábado, 9 de abril de 2011

Cuidados com a corrida em altas temperaturas – Prof. Newton Nunes

April 8, 2011

O especialista em preparação física Prof. Newton Nunes fala sobre as precauções a serem tomadas nos treinamentos em temperatura e umidade elevadas

O exercício físico regular traz muitos benefícios à saúde. Contudo, condições de calor e umidade excessivas podem trazer um grande desafio à capacidade do corpo em resistir a tais situações. Nestes casos, o desempenho fica significativamente reduzido e aumentam os riscos de desidratação.

O corredor pode realizar a sua atividade física de forma mais segura ao reduzir o tempo, o esforço e a intensidade da prática esportiva, realizando também pausas mais longas e frequentes.

Durante uma corrida, os músculos produzem grande quantidade de calor, que deve ser dissipado para o ambiente, ou então ocorrerá um aumento da temperatura central. Como a produção de calor pelos músculos é proporcional à taxa de trabalho, o exercício de alta intensidade e de moderada duração (5 km a 10 Km) e atividades prolongadas (maratonas) apresentam um maior risco.

Importância do suor
A sudorese é uma resposta fisiológica que tem por finalidade limitar o aumento da temperatura central através da secreção de água na pele para a evaporação. Mas esta perda de líquido nem sempre é compensada pela ingestão de líquidos e a regulação da temperatura.

Quando o corredor treina em um ambiente muito quente e úmido (umidade relativa do ar acima de 80%), a sua evaporação fica prejudicada, pois seu suor competirá com a elevada umidade do ar no processo de evaporação e retirada do calor do organismo. Ambientes muito secos também são prejudiciais, pois, entre outros prejuízos, podem causar sangramento das narinas.

Aclimatação
Um grande número de países da América Latina está localizado na região tropical. Embora a altitude possa fazer uma diferença considerável (por exemplo a Cidade do México e Bogotá são cidades mais frias), os trópicos são considerados por apresentar temperatura alta e umidade relativamente constante na maior parte do ano.

Valores acima de 28 Cº são muito comuns, especialmente nas cidades que se localizam ao nível do mar. Existe uma evidência preliminar que indica que os habitantes das regiões tropicais têm uma tolerância maior à ambientes quentes e úmidos, possivelmente devido aos seus níveis de aclimatação crônica ao calor. Mas até mais dados sobre o tema serem publicados, os cuidados devem continuar sendo tomados.

A aclimatação ao calor é um conjunto de adaptações fisiológicas que permite ao corredor suportar um estresse maior ao calor ambiental. Elas incluem um aumento na capacidade de sudorese, um suor mais diluído e uma habilidade aumentada de sustentar uma taxa de sudorese alta durante exercícios prolongados. Todas essas adaptações ajudam a minimizar o acúmulo de calor, permitindo um tempo de performance mais prolongado e uma diminuição do risco de doenças provocadas pelo calor.

No início do processo de aclimatação, a duração e a intensidade das sessões de exercícios devem ser menores que o usual. A duração e a intensidade devem ser elevadas gradualmente a cada dia a medida que a tolerância ao calor melhora.

Adaptações significativas ocorrem dentro dos primeiros sete a 14 dias de exposição ao calor. A frequência deve ser entre três a cinco dias por semana, com uma duração de sessão entre 20 a 60 minutos, em intensidade de exercício de 55 a 80% da frequência cardíaca máxima.

Levando-se em consideração esses aspectos citados anteriormente, o corredor poderá usufruir de uma maneira adequada, correta e segura dos benefícios intrínsecos a prática regular de corridas, além de preservar e proteger a sua saúde.

* Professort Newton Nunes – www.areadetreino.com.br
* Professor pelo Instituto do Coração de SP desde 1994.
* Especialista em Reabilitação Cardiovascular pelo InCor.
* Mestrado e Doutorado em educação física na USP
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FONTE:

BOA LEITURA!

CARO VISITANTE, ESPERO QUE GOSTE DOS ARTIGOS RELACIONADOS A ATIVIDADE FÍSICA E FISIOLOGIA DE MANEIRA GERAL, FORTE ABRAÇO