quinta-feira, 24 de novembro de 2011


Redução gradual de açúcar e proteínas, sem reduzir as vitaminas e os minerais, é um dos passos para a longevidade.
Há muito se sabe que uma alimentação com poucas calorias pode retardar o envelhecimento.
Nesse retardamento estão incluídas as doenças tipicamente associadas à idade, como o câncer e o diabetes tipo 2.
Quanto menor é a ingestão de calorias, maior é o efeito.
Agora, pesquisadores da Universidade de Gotemburgo, na Alemanha, identificaram uma das enzimas que controla esse processo do envelhecimento associado à ingestão de calorias.
Dieta de baixas calorias
“Nós demonstramos que a restrição calórica retarda o envelhecimento impedindo que uma enzima, chamada peroxirredoxina, seja inativada. Esta enzima também é extremamente importante para nos defender de danos em nosso material genético,” disse o Dr. Mikael Molin, coordenador da pesquisa.
Reduzindo gradualmente a ingestão de açúcar e proteínas, sem reduzir as vitaminas e os minerais, pesquisadores demonstraram anteriormente que macacos podem viver vários anos mais do que esperado.
O método foi então testado em tudo, de peixes e ratos a fungos, moscas e leveduras, sempre com os mesmos resultados favoráveis.
Apesar dos bons resultados, os cientistas ainda não haviam descoberto o mecanismo que leva a essa maior longevidade.
Retardamento do câncer
Os novos resultados mostraram que a peroxirredoxina, ou Prx1, é danificada durante o envelhecimento, perdendo sua atividade.
A restrição calórica impede essa perda de atividade aumentando a produção de outra enzima, chamada Srx1, que conserta a Prx1.
Outra conclusão do estudo é que é possível retardar o envelhecimento sem a restrição calórica, apenas aumentando a quantidade de Srx1 nas células.
“Nós agora podemos começar a especular se um maior nível de reparo da Prx1 durante o envelhecimento pode evitar, ou ao menos retardar, o surgimento do câncer,” disse o pesquisador.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Café da manhã saudável


Café da manhã saudável -

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Café da manhã 4
Se você é daqueles que pensa que pular o café da manhã é uma boa estratégia para economizar calorias está enganado. Ou simplesmente pula o café da manhã por falta de tempo ou falta de apetite. Independente do motivo alegado saiba que está cometendo um erro muito grande de acordar e não se alimentar em no máximo 30 minutos.
Rejeitar o café da manhã é um grande erro que nem todos se dão conta. Acontece o seguinte: quando estamos dormindo, o corpo entra em estado de relaxamento total, então tudo funciona mais devagar e o metabolismo cai também. Se o indivíduo acorda e continua sem comer, o metabolismo não terá recebido nenhum estímulo para começar a funcionar normalmente, então, quanto mais tempo a pessoa demorar para fazer a 1ª refeição do dia, mais tempo o metabolismo irá demorar para “entrar nos eixos”. Cada vez que nos alimentamos, a temperatura do corpo sobe e o gasto calórico aumenta, afinal, precisamos de energia para digerir e metabolizar os nutrientes, então, se logo que acordarmos oferecermos uma refeição saudável, o metabolismo começa a funcionar cedo à todo o vapor.
Além de ajudar na queima de gordura e redução de apetite ao longo do dia (principalmente apetite por guloseimas e carboidratos refinados), tomar café da manhã todos os dias, melhora o funcionamento cerebral, ou seja, você se mantém mais concentrado e focado no trabalho, nos estudos, treinos, etc.
Mas qual a composição ideal de um bom café da manhã? O que comer e o que evitar? E se o indivíduo não sente a menor fome? Observe algumas dicas:
1- SEM FOME: Se você é daqueles que acorda totalmente sem fome, faça um esforço de pelo menos beber algo: pode ser um iogurte light, um suco de frutas com linhaça ou um shake de whey protein/hipercalórico por exemplo. Pessoas que não sentem muito apetite aceitam melhor as bebidas. Outra dica: diminua a refeição antes de dormir, talvez você esteja comendo coisas muito pesadas que estão te fazendo acordar sem fome;
2- MUITA FOME: Se você é ao contrário, acorda com muita fome, mas tem medo de comer por engordar, precisa fazer uma refeição bem equilibrada, evitando açúcares e gorduras do tipo: bolo, pães recheados, bolachas, doces, leite integral, cereais com açúcar, salgados, etc. Equilibre suas refeições com fontes de carboidratos saudáveis (nesse momento você pode misturar baixo com alto índice glicêmico), proteínas magras, gorduras boas, vitaminas e minerais.
3- PRÉ-TREINO: Se o seu café da manhã é a refeição pré-treino, aí entra muito o individual: sua digestão é mais lenta ou mais rápida? Quanto tempo antes de treinar você come? Que esporte você pratica? Antes de montar sua refeição analise esses pontos. De qualquer forma, o café da manhã antes do treino deverá ser uma refeição mais leve, rica em carboidratos, moderada em proteínas e pobre em gorduras. Após o treino, daí você poderá fazer um café da manhã completo.
Boa sorte!

domingo, 11 de setembro de 2011

Jejum na dieta pode causar diabetes


Jejum na dieta pode causar diabetes

September 9, 2011
foto: http://www.diabetesdiettreatment.como:
foto: http://www.diabetesdiettreatment.com
Pesquisa mostrou que jejum faz perder peso, mas causa alterações no metabolismo que levam ao desenvolvimento de diabetes e perda de massa muscular.
Péssima notícia para aqueles que estão acostumados a fazer jejum como forma de perder peso. Uma pesquisa apresentada durante a FeSBE 2011 (Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental) , no Rio de Janeiro, mostrou que, em modelos animais, intercalar períodos de jejum e comilança pode causar diabetes, perda de massa muscular e aumentar a produção de radicais livres. A pesquisa foi coordenada pela médica Alicia Kowaltowski, do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP), e publicada no periódico Free Radical Biology & Medicine.
O grupo de pesquisa de Alicia é especializado em estudar como diferentes dietas afetam o metabolismo energético. A médica explica que, em geral, um rato de laboratório simula o comportamento de uma pessoa que come descontroladamente e não pratica exercícios. “Eles ficam gordões e desenvolvem diabetes porque comem à vontade e não fazem nada o dia todo”, conta ao site de VEJA. O problema é que, para algumas pesquisas, um rato obeso e diabético não é o ideal. Nesse casos, é preciso preciso afinar a dieta do animal para que ele fique no peso ideal.
Desde 1935, sabe-se que a redução de calorias na alimentação do rato melhora a saúde do bicho. “Quando reduzimos a quantidade de comida de maneira ordenada, os ratos ganham forma e não desenvolvem diabetes”, explica Alicia. Esse controle, contudo, dá trabalho. “Temos que medir a massa de comida diariamente e ir acertando a quantidade para manter o rato no peso adequado.”
Preguiça dos pesquisadores — Cientistas da equipe de Alicia, liderados pela doutoranda Fernanda Cerqueira, perceberam que pesquisadores ao redor do mundo estavam utilizando uma técnica alternativa à redução calórica para fazer com que os ratos perdessem peso: o jejum. “É mais fácil: você intercala a dieta do animal com períodos de 24 horas de jejum e não precisa ficar medindo a quantidade de comida”, explica Alicia. “A confusão acontece porque os ratos também perdem peso dessa forma. As pessoas pensam que ficar sem comer por muito tempo e reduzir a quantidade de calorias é a mesma coisa.”
Para provar que a dieta de redução de calorias é diferente da dieta do jejum, os pesquisadores da USP montaram três grupos de ratos: o primeiro tinha uma dieta de redução de calorias cuidadosamente controlada. Comia todos os dias, mas sempre uma quantidade menor de comida. O segundo grupo fazia jejum de 24 horas entre uma refeição e outra, comendo, assim, uma vez a cada dois dias. No terceiro, de controle, os ratos podiam comer o quanto quisessem. Os bichinhos passaram pela bateria de testes durante nove meses.
Radicais livres e diabetes
A primeira coisa que Alicia percebeu nos ratos que faziam jejum foi a alteração no metabolismo da glicose, fonte de energia importante para o organismo. Esse grupo perdeu peso, mas pagou caro: a sensibilidade ao hormônio insulina ficou comprometida e os animais desenvolveram diabetes. Os ratinhos que tiveram a dieta controlada com a redução de calorias e comiam todos os dias não tiveram problemas.
Os resultados intrigaram os cientistas. Por que o animal que faz jejum intermitente fica incapaz de metabolizar a glicose? Alicia sugere uma explicação. “Isso pode acontecer porque a insulina age nas células por meio de um receptor específico, que pode ser danificado pela presença de radicais livres”, disse. Ou seja, períodos intercalados de jejum e comilança aumentam a produção de radicais livres, que atacam os receptores de insulina. “Descobrimos que os ratos sob regime de jejum produziam cerca de quatro vezes mais radicais livres em relação àqueles sob dieta controlada”.
Massa muscular
As desvantagens do jejum intermitente não param por aí. O grupo que ficou privado de comer não perdeu peso por redução de gordura, de acordo com Alicia. “A quantidade de gordura na barriga dos ratos que fizeram jejum era a mesma do grupo controle, que comia descontroladamente”, esclarece a médica. “Os animais que fizeram jejum perderam massa muscular.”
Isso quer dizer que os resultados podem ser parecidos em seres humanos? “Não necessariamente, mas a história mostra que o metabolismo energético em animais é muito semelhante ao nosso”, explica Alicia. “Por causa da pesquisa com animais sabemos que a redução calórica aumenta a expectativa de vida dos seres humanos. Todo mundo sabe que não se pode comer tudo que vemos pela frente”, disse. “Outro exemplo é a dieta rica em gordura, que tanto em seres humanos quanto em animais levam à obesidade e aumentam a incidência de várias doenças”.
Futuro – Com a conclusão da pesquisa, outras perguntas surgiram. O grupo agora vai tentar responder por que a dieta intermitente causa perda muscular e aumenta a produção de radicais livres. Alicia não pretende testar os resultados em seres humanos, mas disse que é muito comum outros grupos científicos retomarem o trabalho a partir de certo ponto.
Uma forma de verificar os resultados é consultar o banco de dados de outras pesquisas que incluam o jejum em seres humanos e tenham registros sobre os níveis de glicose e radicais livres dos participantes. “É possível que outros laboratórios se interessem pelos resultados e usam nossas descobertas para testes diretamente com seres humanos”, disse.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011


Corrida e ciclo menstrual

August 30, 2011


Saiba como aliar essa fase aos seus treinamentos, driblando alguns desconfortos pré-menstruais sem prejudicar seu desempenho na prática esportiva

Mesmo sabendo que a corrida é uma atividade física que proporciona diversos benefícios à saúde, existe uma dúvida comum entre as corredoras, sobre praticar ou não o esporte no período mais crítico do ciclo menstrual. Na verdade, isso é uma escolha de cada atleta e, para tomar essa decisão, é ideal saber como o corpo se adapta aos treinamentos durante cada fase.
O ciclo menstrual, geralmente, dura 28 dias e é composto por três fases: folicular, luteiníca e ovulatória. A fase luteiníca inicia-se após a ovulação, por volta do 15º dia do ciclo, e vai até o dia da menstruação. Nesse período, o nível de estrogênio cai e o de progesterona aumenta, encerrando o período fértil e promovendo alterações no corpo que dão origem a Tensão Pré-menstrual (TPM) – que dura alguns dias até a menstruação.
Nesse momento, é comum a corredora não ter muita disposição para treinar, por causa dos sintomas da TPM, como enxaqueca, irritabilidade, retenção de líquido, prisão de ventre, entre outros. Quando a chega a menstruação, a mulher pode ficar mais sensível e mais influenciada por alguns desconfortos causados pelas cólicas abdominais, cansaço e inchaço, por exemplo. Por isso, o rendimento físico pode diminuir.
“Embora muitas atletas sintam um desconforto maior durante os dias mais críticos do ciclo e sentem uma queda no rendimento, nem sempre é preciso deixar de treinar por conta disso”, explica a treinadora Alessandra Othechar, diretora técnica da Ação Total Assessoria Esportiva. Portanto, uma solução para não abandonar os exercícios é escolher algo mais tranquilo e relaxante, como uma caminhada ou uma sessão de alongamento.
O período folicular, que vai do início da menstruação até a nova ovulação, é o processo de crescimento do folículo do ovário, durando de 12 a 14 dias. Essa fase é caracterizada pelo aumento gradativo do bem-estar e disposição para as atividades físicas, pois há uma diminuição da retenção de líquido e maior consumo de oxigênio. Portanto, o momento após a menstruação é o melhor para a atleta garantir um bom desempenho na corrida.
Já a fase ovulatória – que dura cerca de 16 a 32 horas – começa a partir da ovulação e marca o início do período fértil. Nesse momento, o óvulo pode ser fecundado, mas, se isso não acontecer, ele continua seu percurso, normalmente, sem gerar grandes problemas no ciclo. Portanto, a corredora continua numa boa fase para praticar a atividade, podendo até aumentar certas cargas, de acordo com a orientação necessária de um profissional.
Solucionando o problema!
A prática regular de uma atividade física como a corrida proporciona à atleta inúmeros benefícios. Existem alguns estudos que relatam que o exercício físico minimiza alguns desconfortos e também o estresse causado pela tensão pré-menstrual. “Em alguns casos, a prática da corrida melhora esses sintomas devido ao aumento da serotonina, um neurotransmissor que diminui a dor”, explica a Maita Poli de Araújo, médica coordenadora do Setor de Ginecologia do Esporte da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo.
É importante lembrar, porém, que nem todas as corredoras sofrem de TPM ou sentem algum desconforto em treinar nesse período. Apesar de as alterações sofridas no ciclo menstrual, que podem interferir muito na saúde e no bem-estar, há mulheres que não notam diferenças tão bruscas, suficientes para as impedir de correr. “Respeitar a individualidade de cada mulher é primordial nesse contexto. Por esse motivo, os treinadores devem estar atentos para adequar os exercícios às fases do ciclo menstrual de cada atleta, bem como indicar a procura para o auxílio de um médico, para amenizar os sintomas da fase pré-menstrual (TPM)”, indica Alessandra.
Para as corredoras que sofrem esses desconfortos, o ideal é ajustar o programa de treinamentos com o período da TPM, ou deixar para fazer uma atividade mais leve “naqueles dias”. Porém, se o incômodo for muito grande, deixe de correr e procure um médico.
Fonte:http://o2porminuto.uol.com.br

Dicas de alimentação para a saúde da mulher


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Posted: 29 Aug 2011 12:37 PM PDT
A nutrição pode ajudar muito na qualidade de vida da mulher, tanto na juventude quanto no envelhecimento, principalmente na jornada contemporânea de trabalhar fora, cuidar da família e da casa. Mesmo que a mulher se alimente bem, algumas alterações no cardápio podem fazer maravilhas para a qualidade de vida, longevidade e beleza.
A mulher passa por 3 fases muito importantes na vida, que acometem alterações hormonais e maior demanda de nutrientes.
1. Durante a idade fértil (que vai dos 10 aos 45 anos, aproximadamente), a mulher convive com a TPM (tensão pré-menstrual);
2. nesse mesmo período passa pela gestação; e
3. são os sintomas do climatério (fase que antecede a menopausa) e a menopausa (última menstruação) com o possível surgimento de doenças pós-menopausa.
Dos 20 aos 50 anos, a mulher deve aumentar o consumo de ferro, por apresentar maior perda de sangue através da menstruação.
Após os 30 anos, o aumento vai também para o magnésio, que é encontrado nos cereais integrais, vegetais folhosos escuros e castanhas.
Quanto à TPM, alterações de humor ocorrem porque na segunda metade do ciclo menstrual há queda do estrogênio e aumento da progesterona, que levam à queda da serotonina – o hormônio da auto estima. Nessa fase, deve-se dar ênfase a nutrientes como a vitamina B6 (presente em cereais integrais banana, castanhas, leguminosas como feijão, lentilha e grão de bico); o magnésio (encontrado nos cereais integrais, vegetais folhosos escuros e castanhas); o ácido fólico, que é parte, principalmente, dos vegetais folhosos escuros, que ajudam o triptofano do nosso organismo a ser convertido em serotonina, deixando a mulher muito mais bem disposta e alegre, mas devem ser crus (exemplos: rúcula, catalônia, acelga, almeirão, alface etc.). Além disso, é importantes consumir o açaí, banana, damasco, cereal integral e arroz integral.
Para uma gestação saudável deve-se controlar o ganho de peso, evitar produtos industrializados (portadores de muito sódio e substâncias químicas), reduzir e controlar o consumo de sal, tomar bastante água (em média 3 litros por dia), consumir diariamente frutas, legumes e verduras, principalmente os folhosos escuros e muita fibra, como aveia, arroz integral, e demais cereais integrais. Também é muito importante o consumo de peixe 3 vezes na semana. Isso tudo evita desequilíbrios como hipotireoidismo, hipertensão arterial, depressão pós-parto, obesidade e diabetes gestacional.
No climatério e menopausa, o impacto dos nutrientes é para modular os fogachos e controlar o processo relacionado à alteração de humor. Uma alimentação adequada previne o surgimento de doenças pós-menopausa, como: mal de Alzheimer e osteoporose (redução de todos os minerais e vitaminas, além de vários compostos bioativos). Uma dica muito importante é o consumo diário de inhame. Um estudo concluiu que uma substância presente nesse alimento possui efeitos positivos na saúde da mulher na fase pós-menopausa, principalmente nas gorduras do sangue, taxas hormonais e no controle de radicais livres. Esses benefícios contribuem para reduzir o risco de desenvolvimento de osteoporose, mal de Alzheimer, doenças cardiovasculares e câncer de mama.
Nessa fase após os 50 anos, é exigido aumento no consumo de cálcio e vitamina D (que tem como alimentos fonte o leite e derivados, tofu – queijo de soja –, peixes, espinafre e demais folhas verde escuras), da vitamina B6 (encontrada nos cereais fortificados, carnes em geral, produtos de soja fortificados), e água (em torno de 2 litros ao dia, pois o consumo de alimentos ricos em água contribuem apenas com 20 a 21% da ingestão total).
Além disso, deve-se ainda reduzir o consumo de sódio, pois ele contribui para os elevados índices de hipertensão, aumento do risco de doenças cardiovasculares e derrame. Os alimentos ricos em sódio são: alimentos industrializados com cloreto, benzoato, glutamato e fosfato de sódio etc.; alimentos salgados; sal usado no preparo de alimentos e de adição (40% é sódio).
Outro sintoma que a mulher pode apresentar em algum momento da vida é a candidíase, que também pode ser tratada através da alimentação. Tudo o que contém ou facilita o crescimento de fungos devem ser excluídos da dieta, como leite e seus derivados, açúcar, bebidas alcoólicas, amendoins, pães e frutas secas. Já os grãos, arroz, trigo e vegetais podem e devem ser mantidos ou inclusos.
É importante que a atividade física seja aliada da alimentação saudável, para a estética e manutenção da saúde. Há dados de que, a partir dos 45 anos, se o consumo de alimentos não for reduzido ou se não for iniciada uma atividade física regular, há um aumento de 1 quilo por ano.
Portanto, procure um(a) nutricionista para adequar sua alimentação de acordo com suas necessidades e fase na qual você se encontra.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Índice Glicêmico e esportes - Nutricionista

Índice Glicêmico e esportes - Nutricionista

Índice Glicêmico e Esportes

por Nutricionista Giovana Guido - CRN3 21630

assortment of baked bread

O índice glicêmico de um alimento se refere à velocidade com a qual o carboidrato presente no mesmo irá aumentar os níveis de glicose no sangue. Os carboidratos de alto índice glicêmico (rápida digestão e absorção) atravessam o sistema digestório e chegam rapidamente ao sangue. Essa situação eleva os níveis de glicose, aumentando a secreção de insulina. Já os carboidratos de baixo índice glicêmico (lenta digestão e absorção) passam lentamente pelo sistema digestório e chegam aos poucos na corrente sanguínea, mantendo baixos os níveis de insulina.

Quando utilizados corretamente, os diferentes tipos de carboidrato (nas horas certas) poderão trazer muitos benefícios para a prática esportiva, exemplo: mais energia para o treino, maior estoque de glicogênio muscular e no fígado, glicose estabilizada durante a prática da atividade, retardamento da fadiga, melhor recuperação muscular e menos acúmulo de gordura localizada.

Aprenda a utilizar:

1- Pré-treino: Na maioria das refeições devemos consumir carboidratos de baixo índice glicêmico, para controlarmos o aumento da insulina a todo o momento e aumentar a queima de gordura. Antes do exercício é crucial que você consuma esse tipo de carboidrato, para garantir que você fique bem disposto na próxima 1 hora-1h30 após o início do treino. Consuma de 20-40g de carboidratos de baixo índice glicêmico 1 hora antes do exercício juntamente com 10-20g de proteínas.

SUGESTÕES: Alimentos integrais, cereais, batata doce, maçã, pêra, iogurtelight, barrinha de proteínas, arroz com feijão e carne, etc.

2- Durante o treino: Só será necessário que você consuma carboidratos durante o exercício caso ele dure mais do que 1h30-2h00 e seja de alta intensidade. Durante, você deverá consumir carboidratos de médio-alto índice glicêmico, como por exemplo, a maltodextrina ou até mesmo uma mistura de maltodextrina com dextrose (essa mistura tem mostrado mais eficácia no fornecimento de energia).

3- Pós-treino: Aqui os carboidratos de alto índice glicêmico são imprescindíveis. Se você deixar de fazer uma refeição após o treino, fará com que seu corpo utilize as proteínas musculares como fonte de energia, anulando todo o seu esforço. Ingerir 40g-100g de carboidratos de absorção rápida irá aumentar a secreção de insulina o que recupera seus estoques de glicogênio e carrega aminoácidos aos músculos. Além dos carboidratos, coloque de 20-25g de proteínas para atuar no desenvolvimento muscular.

SUGESTÕES: Pão branco, banana, bolo, suco de laranja, melancia, mel, granola, arroz, macarrão, batata, milho, frutas secas, etc.

DICA: Os potencializadores de insulina são excelentes no pós-treino, pois facilitam a entrada de nutrientes nos músculos, melhorando sua recuperação e desenvolvimento. Você deve ter essa atenção independente do seu objetivo (aumentar massa muscular ou emagrecer). A dica é sempre então consumir carboidratos de alto índice glicêmico com proteínas (nunca um deles sozinho) e utilizar suplementos como: creatina, gymnema silvestre, sulfato de vanádio, ALA, bebidas esportivas e antioxidantes. Assim, além de cuidar da sua saúde e recuperação, você atingirá seu objetivo de forma mais rápida.

Importante: sempre se alimente de 3-3 horas, assim você mantém o bom funcionamento do metabolismo, melhora a queima e gordura e evita vários picos de insulina durante o dia todo. Resultado – menos acúmulo de gordura corporal, mais alimentos aos músculos e um corpo mais definido!

Fonte: ANutricionista.Com - Giovana Guido - CRN3 21630 - Nutricionista em Campo Limpo Paulista.


Referências Bibliográficas:
KLEINER, Susan M.; GREENWOOD-ROBINSON, Maggie. Nutrição para o treinamento de força. São Paulo. Editora Manole, 2002.

BIESEK, Simone; GUERRA, Isabela, ALVES, Letícia Azen. Estratégias de nutrição e suplementação no esporte. Editora Manole, 2005

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

InCor testa novo tratamento para diminuir a pressão arterial


InCor testa novo tratamento para diminuir a pressão arterial

August 20, 2011
O InCor (Instituto do Coração da Faculdade de Medicina da USP) vai testar um novo tratamento para pacientes que não conseguem controlar a pressão arterial com medicamentos.
Segundo o cardiologista Luiz Bortolotto, diretor da Unidade de Hipertensão do InCor, a primeira pessoa deve ser submetida ao procedimento até o fim deste mês. Na fase inicial, 20 pacientes serão tratados.
A técnica usa um cateter inserido pela virilha que vai até a artéria renal. Lá, o aparelho emite ondas de alta frequência que fazem uma ablação (“queima”) dos nervos que levam estímulos aos rins.
Esses nervos fazem parte do sistema nervoso simpático. Uma de suas funções é o controle da pressão arterial. Quando o volume do sangue aumenta, e também a pressão arterial, os estímulos desse sistema são inibidos e os rins eliminam água e sódio, reduzindo a pressão.
Em algumas pessoas, os estímulos do sistema simpático são hiperativos, e os rins não recebem a ordem de reduzir o volume de líquido em circulação.
Bortolotto afirma que condições como a apneia do sono (paradas respiratórias durante a noite) podem levar a uma hiperatividade do sistema simpático. “O estímulo acontece por causa da diminuição da oxigenação.”
Quando o aparelho “queima” os nervos renais, é possível reduzir a pressão e o número de remédios que a pessoa tem de tomar por dia.
Em uma pesquisa publicada em 2010 na revista “Lancet”, com 106 pessoas, 84% das que foram submetidas à nova técnica tiveram redução significativa da pressão.
Segundo Bortolotto, não há efeitos colaterais graves. “As complicações são as de qualquer cateterismo: hematomas, sangramento.”
RESISTÊNCIA
A técnica só é aplicada em pessoas que não conseguem controlar a pressão mesmo usando mais de três medicamentos por dia. De acordo com o médico americano Thomas Lohmeier, professor da Universidade do Mississipi, os pacientes com hipertensão resistente são, em geral, obesos e mais velhos.
Lohmeier esteve no Brasil na semana passada, no Congresso Brasileiro de Hipertensão, no Guarujá (SP).
Como os aparelhos ainda estão em teste, diz o médico, ainda não dá para estimar o custo do tratamento. “Mas, sem controle, esses pacientes podem ter falência renal ou cardíaca, problemas cujo tratamento é muito caro”, disse ele à Folha.
NÚMEROS
No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, 23% dos adultos sofrem de hipertensão. Ainda não se sabe exatamente qual é a proporção dos que têm hipertensão resistente. “Cerca de 10% dos pacientes não conseguem controlar a pressão.
Tomam três remédios por dia e não ficam abaixo de 14 por 9″, diz Bortolotto.
O cardiologista faz parte da equipe que coordena um estudo, já em andamento, para saber quantos dos hipertensos sofrem dessa dificuldade. O objetivo é avaliar 2.000 pessoas em 27 centros no Brasil. A pesquisa tem financiamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

August 13, 201

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Os Polifenóis na Nutrição


Os Polifenóis na Nutrição

por Nutricionista Perla Menezes Pereira - CRN3 14198
Os polifenóis são uma classe de compostos bioativos encontrados nos vegetais. As pesquisas, nas últimas décadas, apontaram para o papel dos alimentos funcionais na promoção da saúde e prevenção de doenças – nesse cenário, os polifenóis são peças chaves. Eles são estruturas químicas compostas por anéis fenólicos que se ligam a determinados tipos de átomos e radicais, formando estruturas como carotenóides, flavonóides, curcuminas, resveratrol, quercitina, bixina, catequinas, isoflavonas etc.
Os alimentos fonte de polifenóis são as frutas (uvas, cereja, laranja, limão, maçã, amora, morango, caju, jabuticaba, mirtilo, ameixa, damasco), as hortaliças (couve, couve-flor, tomate, alho, cebola, espinafre, repolho, rabanete, escarola, mostarda, nabo, beterraba), as sementes oleaginosas (castanhas, nozes, amendoins, amêndoas, pistache), ervas aromáticas e especiarias (alecrim, manjericão, manjerona, sálvia, alfavaca, gengibre, canela, açafrão, cúrcuma, colorau, cravo), bebidas (suco de uva integral, suco de amora integral, suco de mirtilo, chá verde, chá branco, vinho tinto) e chocolate amargo (com mais de 65% de cacau).
Alguns tipos de compostos polifenólicos:
  • Hespiridina: presente na laranja e no limão; atua na redução do colesterol plasmático e na fragilidade capilar.
  • Quercitina: presente nas cebolas; atua como antiinflamatório e aumenta a biogênese mitocondrial.
  • Catequinas e epicatequinas: presentes no chá verde e branco; atua como antiinflamatório, reduz a gordura abdominal, diminui o apetite, diminui a concentração de triglicerídeos plasmáticos, aumenta o gasto energético, aumenta  a fotoproteção da pele, previne o câncer de próstata e de boca.
  • Resveratrol: presente no suco de uva integral, amora, chocolate amargo, castanhas e sementes oleaginosas; aumenta a fotoproteção da pele, aumenta o gasto energético, reduz  a concentração de LDL-c.
  • Curcumina: presente no açafrão e no curry (tempero indiano); atua na proteção vascular e cardíaca, é antiinflamatório.
  • Isoflavonas: presente na soja; atua modulando a tensão pré-menstrual e o metabolismo ósseo.
A ação dos polifenóis ocorre, principalmente, por meio da quelação de minerais, da ligação de receptores e enzimas do organismo e capitação direta de radicais livres. Dessa forma, podem ativar ou silenciar genes, ativar reações metabólicas, atuar na metilação do DNA e de proteínas, inativar radicais livres – reduzindo o processo inflamatório, modulando a atividade de moléculas, como a NF- Kappa B e impedindo o avanço da carcinogênese, por exemplo.
As principais causas de mortalidade e incapacidade no Brasil e no mundo correspondem às doenças cardiovasculares, o que causa forte impacto social e econômico. Os polifenóis podem ser consumidos na dieta como estratégia para inibir a síntese de colesterol endógeno, além de inibir a enzima ciclo-oxigenase, levando a menor capacidade de agregação plaquetária. Com relação às doenças cardiovasculares, podemos destacar o papel da curcumina como agente hipotensivo (redutor da pressão arterial), moduladora das lipoproteínas plasmáticas (LDL, HDL) e protetora do músculo cardíaco; da hespiridina como agente hipotensivo e do resveratrol como modulador das lipoproteínas plasmáticas, regulador do peso corporal e agente lipolítico.
O resveratrol ficou “famoso” por causa de estudos epidemiológicos nos anos 70, os quais descreveram menores índices de eventos cardiovasculares entre franceses (que viviam na França) que consumiam dieta rica em gorduras saturadas (14 – 15% do valor calórico diário) em comparação com a dieta americana tão rica em gorduras saturadas quanto a francesa. A explicação do porque da incidência de eventos cardiovasculares ser muito maior na sociedade americana, foi o consumo maior e regular de resveratrol entre os franceses, o que levava a um efeito protetor contra as doenças cardiovasculares. O vinho tinto, comum na dieta francesa e na dieta mediterrânea é rico em resveratrol e seu consumo foi associado à menores taxas de doenças cardiovasculares entre os franceses. A partir desses estudos, a indicação do consumo regular de suco de uva integral, suco de amora integral e suco de berrys tornou-se comum na prática clínica.
Dessa forma, podemos frisar que a consulta ao nutricionista é importante para a definição do consumo de alimentos funcionais segundo necessidades personalizadas. Ainda não estão definidas as quantidades ideais de compostos polifenólicos, mas os estudos sobre alimentos funcionais já apontam os alimentos mais significativos para a promoção da saúde e da estética – assim, onutricionista reconhece as alternativas e pode traçar estratégias e metas seguras de ingestão em consenso com o cliente.
Fonte:  ANutricionista.Com - Perla Menezes Pereira - CRN3 14198 -Nutricionista em Ribeirão Preto.
Referências Bibliográficas:
Baile CA et al. Effect of resveratrol on fat mobilization. Ann. N.Y. Acad. Sci, 2011; 1215 p. 40–47.
Flamer AJ et al. Dark chocolate improves coronary vasomotion and reduces platelet reactivity. Circulation, 2007; 116: p. 2376-2382.

Rosa COB. Avaliação do efeito de compostos naturais – curcumina e hespiridina na hiperlipidemia induzida em coelhos. Tese de Doutorado. Universidade Federal de Viçosa. 2009.

Söhle J et al. White Tea extract induces lipolytic activity and inhibits adipogenesis in human subcutaneous (pre)-adipocytes. Nutrition & Metabolism 2009, 6:20.

Vinson JA et al. Chocolate is a powerful ex vivo and in vivo antioxidant, an antiatherosclerotic agent in an animal model, and a significant contributor to antioxidants in the European and American diets. Agric Food Chem. 54 (21), 2006.

Westerterp-Plantenga MS et al. Body Weight Loss and Weight Maintenance in Relation to Habitual Caffeine Intake and green Tea Supplementation. Obesity Research, 13 (7). 2005. p.1195 – 1203.

BOA LEITURA!

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