Ginecomastia – aumento da mama masculina
Embora ambos os sexos possuam o tecido glandular mamário e o tecido adiposo (gorduroso), eles agem de forma diferente em homens e mulheres, sendo normal no sexo feminino o estimulo do crescimento dos seios desde a adolescência.
Entre as causas comuns da ginecomastia esta a fisiológica, que pode ocorrer na fase neonatal, na puberdade ou na andropausa (menopausa masculina); a patológica, quando outras doenças estão associadas, como, por exemplo, diminuição da função dos testículos, insuficiência renal e cirrose; e a farmacológica, por medicamentos ou drogas ilícitas, como o uso de estrogênios ou androgênios (anabolizantes), quimioterapicos, maconha, heroína e anfetaminas.
Independente da causa, o desenvolvimento do problema ocorre pelo aumento do hormônio feminino na corrente sangüínea.
O diagnostico da ginecomastia é realizado basicamente pelo exame clínico, com rara necessidade de exames laboratoriais. O médico identifica o aumento da mama e da glândula apenas com a palpação.
A doença pode se manifestar em uma ou nas duas mamas e na maioria dos casos não apresenta dor. Nos casos associados com outras patologias ou causados por medicamentos ou drogas, o simples tratamento da doença ou a interrupção da substância podem ser suficientes para a regressão do volume da mama.
Para o tratamento medicamentoso da ginecomastia não existe um protocolo especifico, sendo vários os remédios disponíveis no mercado. Dentre eles, três grupos são basicamente utilizados: androgênicos (testosterona, dihidrotestosterona, danazol), inibidores de aromatase (anastrozole, letrozole) e anti-estrogenicos (clomifeno, tamoxifeno, raloxifeno. Destes, os da classe dos anti-estrogenicos são os mais utilizados, devido ao baixo custo e baixo índice de efeitos colaterais.
Vale ressaltar que os medicamentos, mesmo sendo eficazes e levando a uma diminuição do tamanho das mamas, na maioria das vezes não levam a regressão total do quadro.
O único tratamento realmente efetivo e rápido para a redução da mama é a cirurgia, realizada mediante a incisão periaureolar, com a retirada da glândula ou do tecido adiposo.
A indicação do procedimento cirúrgico depende do volume mamário e da presença, ou não, de excesso de pele. Quanto maior o volume da mama e quanto maior o excesso de pele, maiores serão as cicatrizes deixadas pela cirurgia.
Em geral o pós operatório é indolor e o paciente se restabelece em poucos dias.
É importante que a ginecomastia seja diagnosticada precocemente, a fim de evitar distúrbios psicológicos, constrangendo ou afastando o indivíduo da sociedade em razão do complexo gerado pelo aumento das mamas.
Uma avaliação correta evitará tais constrangimentos, recuperando a auto-estima e a conseqüente qualidade de vida do homem.
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