quarta-feira, 11 de julho de 2012

Anvisa alerta para risco de consumo de suplemento alimentar


Anvisa alerta para risco de consumo de suplemento alimentar

10 de julho de 2012
Imagem ilustra alguns comprimidos na palma de uma mão.
O consumo de alguns suplementos alimentares, como Jack3D, Oxy Elite Pro, Lipo-6 Black, entre outros, pode causar graves danos à saúde das pessoas. É o que alerta a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em informe, publicado nesta terça-feira (10/7).
De acordo com o alerta da Agência, alguns desses suplementos contêm ingredientes que não são seguros para o consumo como alimentos ou contêm substâncias com propriedades terapêuticas, que não podem ser consumidas sem acompanhamento médico.  Os agravos à saúde humana podem englobar efeitos tóxicos, em especial no fígado, disfunções metabólicas, danos cardiovasculares, alterações do sistema nervoso e, em alguns casos, levar até a morte.
“O forte apelo publicitário e a expectativa de resultados mais rápidos contribuem para uso indiscriminado dessas substâncias por pessoas que desconhecem o verdadeiro risco envolvido”, afirma o diretor de Controle e Monitoramento Sanitário da Anvisa, José Agenor Álvares. O alerta da Anvisa ressalta, ainda, que muitos desses suplementos alimentares não estão regularizados junto à Agência e são comercializados irregularmente em nosso país.
Segundo o diretor da Anvisa, são produtos fabricados a partir de ingredientes que não passaram por avaliação de segurança. “Esses suplementos contém substâncias proibidas  para uso em alimentos como: estimulantes, hormônios ou outras consideradas como doping pela Agência Mundial Antidoping”, explica Álvares.
DMAA
Recentemente, a Organização Mundial de Saúde, por meio da Rede de Autoridades em Inocuidade de Alimentos, alertou que vários países têm identificado efeitos adversos associados ao consumo da substância dimethylamylamine (DMAA), presente em alguns suplementos alimentares. O DMAA é um estimulante usado, principalmente, no auxílio ao emagrecimento, aumento do rendimento atlético e como droga de abuso.
Essa substância,  que tem efeitos estimulantes sobre o sistema nervoso central, pode causar dependência, além de outros efeitos adversos, como insuficiência renal, falência do fígado e alterações cardíacas, e pode levar a morte. Alguns países já proibiram a comercialização de produtos que contém DMAA, como Austrália e Nova Zelândia.
“O DMAA tem sido adicionado indiscriminadamente aos suplementos alimentares, apesar de não existir  estudos conclusivos sobre a sua dose segura”, afirma Álvares. No Brasil, o comércio de suplementos alimentares com DMAA também é proibido.
Na última terça-feira (3/7), a Anvisa incluiu o DMAA na lista de substâncias proscritas no país, fato que impede a importação dos suplementos que contenham a substância, mesmo que por pessoa física e para consumo pessoal. Entre os suplementos alimentares que possuem DMAA estão: Jack3D, Oxy Elite Pro, Lipo-6 Black, entre outros.
Importados
A regulamentação sanitária brasileira permite que pessoas físicas importem suplementos alimentares para consumo próprio, mesmo que esses produtos não estejam regularizados na Anvisa. Entretanto, esses suplementos não podem ser importados com finalidade de revenda ou comércio ou conter substâncias sujeitas a controle especial ou proscritas no país, como é o caso do DMAA.
Cada país controla esses produtos de maneira específica e, em muitos casos, não são realizadas avaliações de segurança, qualidade ou eficácia antes da entrada desses suplementos no mercado.  “Os consumidores devem estar atentos e checar se esses suplementos foram avaliados por autoridades sanitárias do país de origem e se não foram submetidos ao processo de recolhimento”, orienta o diretor da Anvisa.

Brasil
No Brasil, alimentos apresentados em formatos farmacêuticos (cápsulas, tabletes ou outros formatos destinados a serem ingeridos em dose) só podem ser comercializados depois de avaliados quanto à segurança de uso, quando se considera eventuais efeitos adversos já relatados. Além disso, precisam ser registrados junto à Anvisa antes de serem comercializados.
De acordo com o diretor da Anvisa, produtos conhecidos popularmente como suplementos alimentares não podem alegar propriedades ou indicações terapêuticas. “Propagandas e rótulos que indicam alimentos para prevenção ou tratamento de doenças ou sintomas, emagrecimento, redução de gordura, ganho de massa muscular, aceleração do metabolismo ou melhora do desempenho sexual são ilegais e podem conter substâncias não seguras para o consumo”, alerta Álvares.
http://portal.anvisa.gov.br/wps/content/anvisa+portal/anvisa/sala+de+imprensa/assunto+de+interesse/noticias/anvisa+alerta+para+risco+de+consumo+de+suplemento+alimentar

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Treinando pernas.


Treinando pernas.



Quem se aventura ir a uma academia pela primeira vez, e no mínimo é uma pessoa curiosa e detalhista, perceberá rapidamente que há um setor da academia em que se concentram mais homens e outro que se concentram mais mulheres. Homens se agrupam onde há a maior concentração de aparelhos de braço e tronco, e mulheres onde há aparelhos de membros inferiores, pernas.
Por uma questão de cultura, estética e um pouco de desconhecimento por parte de algumas mulheres que “rejeitam” o treino de membros superiores, seguem-se dicas de treino de pernas e vários benefícios que podem amenizar a pouca atração que as mulheres têm de treinar membros superiores.
A obediência está caracterizada em todos os esportes, seja ela de ordem tática ou técnica e na sala de musculação isso se resume no tempo de execução do movimento e na perfeição do mesmo (técnica). O treinamento de pernas, para muitas pessoas é aquele treinamento complementar, onde academias bem equipada possuem inúmeros aparelhos de membros superiores, e poucas são as novidades no mercado para treino de membros inferiores, tornando desde já um treino “chato”. Do ponto de vista motivacional temos que deixar essa negativa de lado e partir com todo o empenho e concentração.
Um fator fisiológico que também interfere na motivação é que os resultados aparentes do treinamento de pernas “demoram” mais para aparecer, esta esfera negativa terá de ser deixada de lado.
Os benefícios de um treinamento bem elaborado e bem executado de membros inferiores estão no equilíbrio muscular que pode ser alcançado. Tal equilíbrio se resume em pernas fortes em todo segmento, pois quando se fala em pernas “equilibradas” na parte estética, diz-se uma silhueta bonita, onde os músculos anteriores da perna se equivalem aos posteriores e vice-versa, no ponto de vista esportivo – profissional, é esse equilíbrio fator até de prevenção de lesão.
Inúmeros são os músculos envolvidos no segmento inferior do corpo e que a maioria das pessoas não conhece, fica a dica: Um treinamento orientado por um profissional tornaria mais dinâmico o treinamento e os resultados seriam mais satisfatórios. Os músculos anteriores da coxa: sartório, tensor da fáscia lata, quadríceps (reto femoral, vasto medial, vasto lateral e vasto intermédio), os posteriores da coxa formados pelos isquiotibiais: bíceps da coxa ou bíceps femoral, semitendinoso e semimembranoso) e os adutores da coxa ou mediais da coxa: composto pelos músculos pectíneo, grácil, adutor longo, adutor curto e adutor magno, essa variedade é exemplo de que há formas de treiná-los um pouco mais detalhadamente.
O empenho e a genética muitas vezes entram em conflito, mas façamos com que o empenho supere qualquer desculpa sobre genética. Cultive em você um espírito de luta, “cara feia” quando se faz força é até bonito em sala de musculação.
A minha dica para mulheres que não gostam de treinos de membros superiores e não possuem limitações ortopédicas ou articulares que as impeçam, é investir em agachamentos em barra, com barra livre, com acompanhamento de anilhas, halteres e etc, onde paralelamente os membros superior e tronco entram no treino como auxiliares do movimento e equilíbrio.
Outras dicas envolvem aproveitar melhor amplitudes de movimento, alternância nos treinos (periodicidade), proteção articular e etc.
 Extraia fogo dos músculos, pois os resultados virão.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Treinamento de resistência para jovens. Aspectos a serem considerados.


Treinamento de resistência para jovens. Aspectos a serem considerados.


O treinamento de condicionamento físico tem tradicionalmente enfatizado exercícios aeróbicos tais como corrida e ciclismo. Mais recentemente, a importância de treinamento de resistência tanto para jovens quanto para pessoas mais velhas, têm recebido mais e mais atenção. Um número crescente de crianças e adolescentes estão experimentando os benefícios do treinamento de resistência.
Ao contrário do que se acredita (que esse tipo de treinamento é perigoso para crianças ou que pode levar a distúrbios nos ossos), o Colégio Americano de Medicina dos Esportes (ACSM) afirma que o treinamento de resistência pode ser uma atividade segura e eficiente para grupos dessa faixa etária, desde que o programa seja propriamente desenvolvido e supervisionado por um profissional competente.
Porém, deve ser enfatizado que esse treinamento é uma forma especializada em condicionamento físico diferente de esportes competitivos, como halterofilismo, no qual tenta-se, individualmente, levantar o máximo de peso em uma competição.
O treinamento de resistência refere-se a um programa sistemático de exercícios desenvolvidos para aumentar a resistência do indivíduo. Crianças e adolescentes podem participar desses programas desde que tenham maturidade emocional para aceitar e seguir as instruções.
Muitos garotos e garotas de sete, oito anos têm se beneficiado com esse treinamento, e não há motivo para que crianças mais novas não possam participar em atividades relacionadas, tais como flexões e agachamentos, se conseguirem fazer de forma segura e seguir as instruções. Falando de maneira geral, se as crianças estiverem prontas para participar de esportes organizados ou atividades como baseball, futebol, ou ginástica então, estarão prontas para algum tipo de treinamento de resistência.
O objetivo desse treinamento para jovens é melhorar a força musculoesquelética das crianças e adolescentes ao praticarem uma variedade de métodos de treinamento seguros, eficazes e divertidos. A norma de treinamento de resistência e sua filosofia não devem ser impostas a jovens que são anatomicamente, fisiologicamente ou psicologicamente menos maduros.
Dessa forma, o treinamento de resistência deve ser uma parte de um programa bem elaborado de educação física que inclui também exercícios de persistência, flexibilidade e agilidade. Esse treinamento designado propriamente e supervisionado por um profissional competente pode não só aumentar a força muscular das crianças e adolescentes, mas também aumentar as habilidades de aptidão motoras (ex. correr a toda velocidade e saltar) e desempenhos esportivos.
Há evidências em que o treinamento de resistência para jovens possa também diminuir a incidência de lesões em alguns esportes pelo fato de aumentar a força dos tendões, ligamentos e ossos. Durante a adolescência, os ganhos do treinamento resistência induzido podem ser associados a aumento do músculo, mas de uma maneira diferente do que acontece com adolescentes que necessitam de níveis adequados de hormônios que formam os músculos. Embora o problema de obesidade na infância seja complexo, o programa de treinamento de resistência pode ser importante em relação a estratégias para se perder peso.

Há chance de lesões sérias se padrões de segurança como supervisão por profissional competente, instruções Qualificadas, equipamentos seguros e treinamentos específicos para a idade, não forem seguidos.
Todos os programas de treinamento de resistência devem ser supervisionados de perto por instrutores com conhecimento na área e que têm uma boa compreensão dos princípios e normas de segurança (ex: procedimentos próprios reconhecidos).
O lugar de exercícios deve ser seguro e todos os participantes devem receber instruções relativas às técnicas de exercícios (ex: movimentos controlados) e procedimentos (ex: períodos de aquecimento e relaxamento). Recomenda-se um exame médico para crianças aparentemente saudáveis que querem participar do treinamento, porém não é obrigatório, mas é aconselhável para crianças com problemas de saúde ou suspeita de. 
Uma variedade de programas de treinamento e muitos tipos de equipamento, desde extensores a aparelhos com peso designados para crianças, têm provado serem seguros e eficientes.
Embora não haja relatos científicos que definam as melhores combinações de repetições e séries para crianças e adolescentes, uma a três séries de seis a sete repetições realizadas duas ou três vezes por semana ou em dias aleatórios parecem ser mais apropriados.
Começar com uma série de exercícios variados de sobe e desce, que focam o músculo maior, permitirá o progresso a ser feito. O programa pode ser mais desafiador se aumentado o peso, o número de séries e repetições gradativamente.
Deve ser enfatizada a importância de técnicas apropriadas e a segurança, e não a quantidade de peso que pode ser levantado.Treinamentos apropriados, programas variados e supervisões por profissionais competentes irão garantir ao treinamento segurança, eficácia e divertimento para as crianças.
Os instrutores devem entender o estado físico e emocional de cada criança e, em troca, a criança deve apreciar os benefícios e riscos associados ao treinamento. Se as instruções forem seguidas, é da opinião do Colégio Americano, que o treinamento de resistência pode ser uma experiência agradável, benéfica e saudável para crianças e adolescentes.
INFORMAÇÕES RETIRADAS DO ARTIGO
AMERICAN COLLEGE OF SPORT MEDICINE - CURRENT COMMENT MARCH - 1998.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Adaptações musculares ao treinamento aeróbio


Adaptações musculares ao treinamento aeróbio



Principais tópicos
- O músculo, quando adaptado ao treinamento aeróbio utiliza melhor a reserva energética. Um aumento na captação de oxigênio do sangue e alterações no metabolismo energético, contribuem para a melhoria do desempenho nos treinamentos. O desempenho, logicamente,é melhorado também pelo aumento do débito cardíaco e outras alterações que não estão correlacionadas bioquimicamente.
- As adaptações musculares são induzidas especificamente nos grupos musculares exercitados. Essas adaptações são mantidas quando a atividade é contínua, porém quando tal fato não ocorre, ela é desativada. Tanto a intensidade como a duração são fatores determinantes nas adaptações musculares.
- Por outro lado, a adaptação do músculo ao exercício é um fator importante na melhoria do desempenho em esportes competitivos, essas adaptações são salutares também para grupos populacionais que fazem atividade física sem o intuito de competir.
Introdução
A habilidade de desenvolver determinadas atividades como correr ou pedalar, necessita da produção de energia pelos músculos estimulados, ou seja, aumento na degradação do ATP (adenosina trifosfato) e a resíntese do mesmo. Se a demanda não é atingida ocorre a fadiga muscular. Em qualquer atividade física que ocorre em tempo superior a alguns min., a energia é fornecida pelo sistema aeróbio, ou seja, utiliza o oxigênio para degradar moléculas de carboidratos e ácidos graxos. A mitocôndria e as fibras musculares respondem às informações químicas, que são fornecidas durante a contração muscular e a utiliza na resíntese do ATP, ou seja, na fosforilação do ADP. Esse processo necessita da liberação de oxigênio para ativar as fibras musculares e também da disponibilidade de nutrientes (carboidratos e ácidos graxos) para manter o consumo do oxigênio. Esses combustíveis devem estar presentes em quantidades adequadas no organismo. O oxigênio é captado pelo músculo através do fluxo sangüíneo e se difunde dos capilares para a mitocôndria das fibras musculares. A produção de energia pode ser interrompida se ocorrer uma diminuição no fornecimento de combustível ou então, se ocorrer diminuição nas reações de oxi-redução a nível celular. Os exercícios de resistência provocam adaptações musculares que controlam o fornecimento de energia. As adaptações que ocorrem com o treinamento promovem alterações no metabolismo muscular, adaptando-o para aumentar a velocidade das trocas entre os capilares e as células e conseqüentemente uma melhoria no desempenho físico.
Estrutura muscular
Tipos de fibras musculares
O músculo esquelético de um adulto, segundo Saltin e Gollnik (1983), é formado por quantidades iguais de fibras de contração lenta (Tipo I) e de contração rápida (Tipo II). As fibras de contração lenta apresentam um maior fluxo sangüíneo, uma maior densidade capilar e também, um maior número de mitocôndrias. Este tipo de fibra é bastante resistente à fadiga, desde que o fluxo sangüíneo seja mantido. As fibras de contração de mitocôndrias, também as fibras do Tipo IIa têm um metabolismo oxidativo elevado e são resistentes à fadiga. As fibras do Tipo IIb entram em fadiga rapidamente quando são requisitadas para a contração muscular. O organismo adapta-se ao aumento de intensidade de exercício (de suave para moderado a intenso) pela utilização de maior número de fibras em geral na seguinte ordem: Tipo I, Tipo IIa e Tipo IIb. Sabendo-se das características dos tipos de fibra, torna-se fácil entender porque o desempenho atlético pode ser facilmente prolongado de intensidade submáxima e de curta duração até aquele de alta intensidade. Sabe-se que as adaptações das fibras musculares induzidas pelo treinamento não promovem alterações significativas entre as fibras de contração lenta (Tipo I) e contração rápida (Tipo II). O elevado número de fibras de contração lenta (70 a 90%) que observa-se em atletas de resistência de alto nível, provavelmente, é genético e não devido ao treinamento (Fink et al, 1977).
Mitocôndria
Uma adaptação básica que ocorre bioquimicamente e que é induzida pelo treinamento reside no aumento do número de mitocôndrias nas fibras dos músculos (Holloszy, 1967). O aumento significativo na quantidade de mitocôndrias aumenta também a capacidade para produção de energia aeróbia e conseqüentemente os carboidratos e gorduras são mais facilmente oxidados; este fato é observado tanto nas fibras de contração lenta como naquelas de contração rápida que se adaptam melhor ao programa de treinamento.
Capilaridade muscular
O exercício aumenta a capilaridade das fibras musculares, portanto, quando estas estão em atividade, o fluxo sanguíneo aumenta. O aumento da capilaridade ocorre mais facilmente nas fibras de baixa capacidade oxidativa (Tipo IIb), que apresentam, normalmente, uma baixa densidade capilar. O desenvolvimento de novos capilares, porém, pode ocorrer em todos os tipos de fibras (Saltin e Gollnick, 1983; Yang et al, 1994).
O aumento da capilaridade ao redor de cada fibra aumenta a captação de oxigênio devido ao aumento da capacidade de difusão desse elemento, encurtando a distância necessária para que o oxigênio se difunda no músculo e/ou pelo aumento do tempo para que o processo ocorra (ou seja, as células vermelhas do sangue ficam mais tempo nos capilares). Este aumento da capilarização contribui para a melhora da oxiginação, como já foi observado com animais de laboratório submetidos a treinamento (Bebout et al, 1993; Yang et al, 1994) e em seres humanos (Saltin et al, 1976) e como conseqüência promove um aumento na captação de oxigênio como se observa em indivíduos treinados para provas de resitência.
Fluxo sangüíneo
O fluxo sangüíneo no músculo esquelético é bastante elevado; ele é tão alto que o débito cardíaco não consegue perfundir todos os capilares de massa muscular quando está em atividade máxima (Aderson e Saltin, 1985). Devido a este fato, quando o indivíduo está se exercitando intensamente e requisitando um consumo máximo de oxigênio, o débito cardíaco somente atinge parte das exigências, portanto, as necessidades não são atendidas. Não existe nenhum trabalho que tenha demonstrado que o fluxo sangüíneo possa atingir seu pico máximo aumentando o treinamento em resitência (Mackie e Terjung, 1983; Sexton e Laughlin, 1994), porém os valores adaptativos podem promover um aumento além do previsto. Parece que ocorrem modificações e adaptações durante o treinamento, envolvendo uma melhor utilização do fluxo sangüíneo nos músculos e, também ocorre um aumento na troca de nutrientes entre os capilares e as fibras. Este fato tem um papel importante no controle arterial vasomotor no suprimento e na resistência dos vasos (Delp et al, 1993; Segal, 1994) e também no aumento da capacidade de trocas entre os vasos que circundam as fibras musculares.
Metabolismo
O aumento das mitocôndrias que ocorre nos músculos treinados, apresentam uma série de efeitos metabólicos que melhoram o desempenho em exercícios prolongados. Primeiramente, ele é responsável pelo aumento na utilização de ácidos graxos como fonte de energia após o exercício, mesmo quando os níveis desses ácidos graxos no sangue estão baixos (Mole et al, 1971). Também o aumento mitocondrial nas fibras musculares alteram os sinais bioquímicos que controlam o metabolismo durante uma atividade sub-máxima (Dudley et al, 1987). De fato, quando comparamos com indivíduos não treinados, os sinais das fibras musculares treinadas que podem acelerar o metabolismo durante o exercício estão atenuados, portanto, reduzindo a utilização de carboidratos e provavelmente contribuindo para uma economia de glicogênio muscular que é observado em pessoas treinadas (Karlsson et al, 1972). Essas adaptações metabólicas do músculo favorecem o desempenho de indivíduos treinados para provas de resistência (Holloszy e Boot, 1976; Holloszy e Coyle, 1984).

Estímulo do treinamento Duração e intensidade do exercício
Até o presente nenhum mecanismo que possa ser responsabilizado pelas adaptações musculares induzidas pelo treinamento é conhecido. Porém, sabe-se que os músculos são estimulados a se adaptarem ao programa de treinamento (Holloszy, 1967). Os músculos que não são requisitados no programa de treinamento não se adaptam. Assim, o estímulo adaptativo ocorre somente nas fibras musculares ativadas e não por um fator circulante que generalize esse processo. Além disso, para um determinado programa, o treinamento deve ser executado por um tempo suficiente, que pode ser de dias ou mesmo semanas para que as adaptações bioquímicas musculares ocorram. Por exemplo: a quantidade mitocondrial do músculo parece atingir um estado de equilíbrio após aproximadamente 4 a 5 semanas de treinamento (Terjung, 1979). A magnitude do treinamento aumenta o conteúdo mitocondrial que é também influenciado pela duração da série. Como pode-se observar na figura 2, as séries prolongadas promovem um grande aumento no conteúdo mitocondrial. Porém, a influência do tempo de duração de cada série aumenta, o tempo adicional parece ter pouca importância no aumento do conteúdo mitocondrial. Por outro lado, a intensidade do exercício interage com a duração da série e os minutos iniciais tornam-se mais efetivos na adaptação do músculo. Observas-se, na figura 2 que o pico de adaptação no conteúdo mitocondrial parece ser mais rápido quando a intensidade de sessão é maior. Os benefícios das sessões de longa duração em melhorar o desempenho estão relacionadas com as adaptações cardiovasculares, balanço hídrico, disponibilidade de substratos ou outros fatores que não estão diretamente relacionados com as adaptações específicas a nível muscular. Pelo menos, parte dos efeitos benéficos do aumento da intensidade do treinamento para induzir as adaptações musculares podem ser atribuídos à intensidade de solicitação das fibras musculares (Dudley et al, 1982). Este fato está representado na figura 3. Uma vez que o pico de desempenho (ou seja, desenvolvimento de força e/ou potência) é obtido pelo desenvolvimento do conjunto de fibras (representado na figura 3 pelas fibras com alta capacidade oxidativa), o aumento da potência está calcado na requisição de fibras musculares adicionais. Este tato pode ser observado pela marcante adaptação que ocorre com as fibras de baixo poder oxidativo, que aumentam para atender a maior demanda devido ao exercício mais intenso.











Figura 1. Efeito do tempo de treinamento e inatividade na quantidade de mitocôndrias no músculo esquelético. Observa-se que com a interrupção (a) por 1 unidade de tempo (i.e. 1 semana) ocorreu uma diminuição de 50%, e todo o programa de treinamento  adaptativo perdeu-se quando a interrupção prolongou-se por 5 unidades de tempo. Observa-se que após o reinício do treinamento foram necessárias 4 unidades (4 semanas) (b) para se reestabelecer o que foi perdido em 1 semana. Adaptado de Booth (1977).













Figura 2. Influência do tempo de duração da sessão de exercício na adaptacão muscular. Para perspectivas práticas consideremos o programa a como correspondendo a uma intensidade de 40% do VO2max., b a 50% do VO2max., c a 70% do VO2max., d a 85% do VO2max., e e a 100% do VO2max. Adaptado de Dudley et al (1982).













Figura 3. Influência da intensidade de treinamento de cada sessão nas adaptações do conteúdo mitocondrial das fibras musculares. Quando as sessões de treinamento são mais intensas, as fibras de baixa capacidade oxidativa (tipo IIb) são requisitadas e adaptam-se melhor ao exercício. Adaptado de Dudley et al (1992).
Exercício de curta duração
Nem toda a melhoria que ocorre no desempenho, devido ao treinamento, deve ser atribuído às adaptações bioquímicas em longo prazo. Por exemplo, mesmo alguns dias após o início do programa de treinamento, pode-se evidenciar uma melhoria no desempenho muscular e no metabolismo (Caudefau et al, 1994; Green et al, 1992), talvez devido ao fato deste tipo de treinamento causar, inicialmente, uma modificação no controle neuromuscular e/ou cardiovascular, que melhoram a utilização das fibras musculares, metabolismo e distribuição do fluxo sangüíneo. Este é um dos exemplos da complexidade das mudanças e da variedade na duração do treinamento que é necessário para que uma determinada adaptação possa ocorrer, na fase de transição de uma condição de relativa inatividade, a um estágio de condicionamento físico ótimo.
Todas as melhorias que ocorrem no desempenho físico após o treinamento não podem ser atribuídas unicamente às adaptações desenvolvidas pelo músculo. Outras modificações (neuromuscular, cardiovascular e endócrinas) podem ser instrumentos que contribuem para realçar o desempenho após um treinamento de semanas ou meses.
Inatividade
Assim como todas as adaptações ocorrem durante o treinamento, estas são gradualmente perdidas pela inatividade. A extensão e o tempo em que ocorre a regressão não é conhecido, parece estar relacionado com os processos relatados. Por exemplo, na figura 1 cerca de 50% do aumento no conteúdo mitocrondial do músculo induzido pelo treinamento pode se perder após 1 semana de interrupção. (Henriksson e Reitman, 1977; Terjung, 1979). O retorno aos treinos promove a recuperação nas adaptações; porém o tempo necessário para que a recuperação ocorra é bem superior a aquele de inatividade (Booth, 1977).
No exemplo da figura 1 observa-se o período relativamente longo (identificado como
b) necessário para recuperar o estado de equilíbrio metabólico provocado pelo hiato de tempo de inatividade no aumento do conteúdo mitocondrial.
Resumo
Enquanto as adaptações para o treinamento de resistência são complexas e multifacetadas, as modificações que ocorrem nos músculos ativados são fundamentais e provavelmente garantem as alterações metabólicas e funcionais que dão o suporte para aumentar o desempenho em resistência observado após o treinamento. A adaptação que envolve uma remodelação muscular (aumento no conteúdo mitocondrial e na capilaridade) é influenciada pela duração e intensidade dos exercícios e necessita de um longo período até atingir o estágio ótimo de equilíbrio adaptativo e é perdido pela inatividade.
Referências
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Circ. Res. 74:223-243.
http://www.gssi.com.br

Fonte:Gatorade Sports Science Institute (GSSI) 30/5/2012

terça-feira, 8 de maio de 2012

Alimentos que ajudam no ganho de massa muscular.


Alimentos que ajudam no ganho de massa muscular.
É realidade de que não há um fator isolado para o ganho de massa muscular. Erra quem pensa da seguinte forma: “Preciso achar um suplemento que me faça atingir meu objetivo” ou “Preciso urgente procurar um treino novo na Internet, pois o meu não dá mais resultado” ou pior ainda: “O jeito vai ser usar anabolizantes.”. Esse tipo de pensamento é o que leva a frustação de milhares de pessoas no mundo fitness, afinal, elas pensam que um fator isolado irá mudar seus corpos milagrosamente. Quem acompanha meu trabalho sabe que essa missão não é tão fácil assim.
Canso de explicar aos leitores e clientes de que não há milagre, nem suplemento milagroso, nem treino, nem dieta de forma isolada que irá mudar seu corpo drasticamente. O que irá fazer você atingir seus objetivos é o conjunto: treino correto e pesado + dieta e suplementação adequada e descanso. Ao adotar essas mudanças em sua vida e rotina, os resultados começam a aparecer. Então esqueça os suplementos que prometem demais, as drogas que prejudicam a saúde e se esforce para atingir seus objetivos!
Porém, como a minha área é a nutrição, suponho que você já tenha um treino legal e esteja descansando bem, então, vou dar dicas de alguns alimentos chaves que irão fazer toda a diferença em sua dieta e ajudá-lo a desenvolver mais músculos:
1- Aves e Peixes: Particularmente prefiro indicar as carnes brancas por serem mais magras e de mais fácil digestão do que a vermelha, então, o indivíduo pode comer maiores quantidades evitando nutrientes ruins como as gorduras saturadas. Inclua em sua dieta diária peito de frango, peru, chester e todos os tipos de peixes, assim, você terá um excelente aporte de proteínas magras;
2- Cereais integrais: Podem ser na forma de pães, torradas, biscoitos, cookies, grãos ou cereais mesmo. Os carboidratos bons (integrais) ajudam no fornecimento de energia p/ treino e recuperação e também são responsáveis pela formação de glicogênio que é a reserva de carbos no músculo. O glicogênio é considerado massa magra e ajuda a aumentar o volume muscular também, então, consuma esses alimentos ao longo do dia;
3- Iogurte: O iogurte é mais bem tolerado e aceito por todas as pessoas, mesmo aquelas que têm intolerância à lactose (em alguns casos mais leves). Por ter sabor e ser mais gostoso que o leite puro, ele pode ser usado nos intervalos de refeições e antes de dormir, sendo uma alternativa às barras de cereais e frutas, pois o iogurte além de fornecer carboidratos, também fornece proteína e cálcio, tornando-se opção mais saudável e completa para quem deseja ganho de massa;
4- Oleaginosas: As castanhas, amendoim, amêndoas, nozes, pistache, etc. são excelentes para ajudar no aporte calórico de forma saudável, afinal, são fontes de gorduras boas. Inclua-as em seu cardápio diário e irá descobrir que além de ajudar no ganho de massa, o consumo moderado não fará com que você acumule gorduras! Elas podem ser usadas no lugar de carboidratos ruins: bolachas água e sal, salgadinhos, pão, petiscos, etc.;
5- Gordura de coco: Outra fonte de gordura boa e de rápida digestão que você pode incluir na dieta. O óleo (ou gordura) de coco fornece energia de forma rápida e possui mais calorias do que os carboidratos, então, quem quer melhorar o aporte de calorias no dia pode usar esse alimento. Consuma junto com seu shake de proteína ou hipercalórico e na forma sólida pode ser usado no pão ou torrada com geleia ou frutas. Pode ser usado para fazer omeletes e panquecas também;
6- Shakes de proteínas e calorias: Esses suplementos básicos são excelentes para quem treina e quer manter sua ingestão adequada de proteínas e calorias ao longo do dia. São práticos para carregar (você carrega o pó e mistura com água ou leite desnatado onde estiver) e garantem a substituição de uma refeição saudável e que irá ajudar em sua evolução muscular. Indispensáveis!


 Nutricionista Giovana Guido - CRN3 21630

terça-feira, 24 de abril de 2012

Conheça sete benefícios de andar de bicicleta


Conheça sete benefícios de andar de bicicleta
Além de queimar calorias, você foge do trânsito e trabalha os membros inferiores


A bicicleta já foi um dos principais meios de transporte no mundo, mas hoje a história é bem diferente. Grande parte das pessoas nunca teve uma bicicleta própria ou deixa a sua cheia de teias de aranha na garagem. Seja por preguiça ou falta de tempo, quem não costuma pedalar está perdendo inúmeros benefícios - desde definir músculos até melhorar a frequência cardíaca. Conheça sete deles e aproveite o Dia do Ciclista, 15 de abril, para ser mais um adepto desse exercício físico.

Idosos andando de bicicleta no parque - Foto Getty Images
     


1 DE 7

Faz bem à saúde
Segundo o médico do esporte Ricardo Nahas, do Hospital 9 de Julho, andar de bicicleta pode ser comparado à caminhada ou até mesmo à corrida. "Em um passeio de cerca de 40 minutos, três vezes por semana, já é possível dar adeus a diversos problemas decorrentes do sedentarismo", aponta. Antes, entretanto, recomenda-se fazer uma avaliação médica para determinar a intensidade do exercício, já que cada pessoa apresenta um determinado peso e condicionamento físico. "Para os que desejam emagrecer, é necessário associar a atividade a uma alimentação equilibrada", afirma.

Trabalha os membros inferiores
"Andar de bicicleta trabalha os grandes grupos musculares das pernas e ainda estimula a contração do abdômen, pois a atividade exige uma postura ereta do usuário", afirma Ricardo Nahas. Segundo o especialista, pedalar é um exercício aeróbico e de resistência muscular, o que melhora o condicionamento físico do praticante.


Funciona como meio de transporte
A bicicleta já foi amplamente utilizada como meio de transporte, mas mudanças culturais fizeram com que ela passasse a ser vista apenas como um instrumento de lazer ou de ciclista profissional. "A maior parte das pessoas pedala apenas no fim de semana, como se andar de bike fosse somente uma atividade de entretenimento", aponta Thiago Benicchio, diretor geral da Ciclocidade - Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo.

Outra grande razão que desestimula o uso da bike como meio de transporte é a falta de infraestrutura e educação de grande parte dos motoristas. Então, para quem não quer encarar os veículos motorizados, Thiago sugere usar a bike para trajetos curtos e de pouco movimento, como uma ida ao supermercado.


Melhora a frequência cardíaca
A intensidade de um exercício é controlada pela intensidade do batimento cardíaco de quem o pratica. Desse modo, é possível fortalecer o coração com um passeio de bicicleta, já que esta é uma atividade aeróbica. "Quem organiza treinos geralmente alterna a bicicleta com a caminhada ou a corrida, pois esses exercícios são equivalentes e, misturados, acabam com a monotonia", conta Ricardo Nahas.


Oferece baixo impacto
Quando caminhamos ou corremos, todo nosso peso é jogado sobre as pernas, o que pode forçar as articulações dos membros inferiores. Sentado, entretanto, você distribui melhor a sua massa e não sobrecarrega nenhuma parte do corpo, como explica o médico do esporte Ricardo. "Por isso, a bicicleta é recomendada para quem está começando a fazer exercícios ou está acima do peso", diz.


Tem baixo custo de manutenção
De acordo com o biker Thiago Benicchio, é possível comprar uma bicicleta de boa qualidade por cerca de mil reais. Apesar do susto desse investimento inicial, a manutenção do instrumento é baixíssima. "Com apenas 50 reais por mês, é possível deixá-la sempre pronta para uso", explica. Segundo ele, são pequenos os reparos que devem ser feitos e grande parte deles pode ser realizado pelo próprio usuário, pois não exigem grande conhecimento sobre o assunto. Os maiores gastos ocorrem quando é necessária a troca de pneus ou uma revisão geral, o que ocorre apenas uma vez por ano.


Promove a sensação de liberdade e independência
Imagine poder tomar rotas alternativas, passar em meio aos carros e ainda não afetar de maneira alguma o meio ambiente. Essa é a sensação de quem anda de bicicleta. "Em cima dela, é possível observar melhor tudo o que acontece a sua volta e você ainda foge do estresse de quem está preso no trânsito", lembra o biker Thiago. Segundo ele, os melhores locais para andar de bicicleta são os de terreno plano e arborizado.

POR LAURA TAVARES - PUBLICADO EM 13/04/2012  
http://www.minhavida.com.br/fitness/galerias/15034-conheca-sete-beneficios-de-andar-de-bicicleta?utm_source=news_mv&utm_medium=fitness&utm_campaign=450955

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Sono irregular aumenta risco de obesidade


Sono irregular aumenta risco de obesidade
EXAME:
http://exame.abril.com.br/tecnologia/ciencia/noticias/sono-irregular-aumenta-risco-de-obesidade

Sono


Pesquisa indica riscos de desenvolver diabetes e obesidade pela falta de sono ou de padrões de sono que contrariam o relógio biológico.


Má notícia para quem dorme pouco ou em horários irregulares. Uma nova pesquisa indica que a falta de sono ou padrões de sono que contrariam o relógio biológico humano podem aumentar o risco de desenvolver diabetes e obesidade.

O estudo, feito por cientistas da Harvard Medical School e do Brigham and Women's Hospital, nos Estados Unidos, foi publicado no dia 11 de abril na revista Science Translational Medicine.

Os pesquisadores avaliaram 21 voluntários saudáveis em um ambiente controlado durante seis semanas. Foram regulados fatores como horas de sono, em que período do dia os participantes dormiam, dieta e outras atividades. A ideia foi simular situações que levam ao sono irregular, como turnos de trabalho alternados (diurno e noturno) ou jet lag recorrente.

Inicialmente os participantes dormiram cerca de 10 horas por noite. Em seguida, passaram três semanas com média de 5,6 horas dormidas a cada 24 horas, com períodos de sono alternados, de modo a simular trocas de turno. Para terminar, os voluntários passaram os últimos nove dias da pesquisa dormindo períodos normais e à noite.

Os cientistas observaram que a interrupção prolongada do sono normal e do ritmo circadiano afetou a produção de insulina nos voluntários, levando ao aumento de glicose no sangue. Em alguns casos, a elevação atingiu níveis considerados pré-diabéticos.

Os participantes também apresentaram importante queda em suas taxas metabólicas, que, segundo os autores do estudo, pode ser traduzida em um ganho de peso superior a 4,5 quilos por ano.

A boa notícia é que o estudo verificou que os efeitos danosos puderam ser revertidos em grande parte com a volta do sono para padrões normais. Os pesquisadores ressaltam que os voluntários não se exercitaram durante o período do estudo e pretendem avaliar no futuro interações entre sono, dieta e exercícios.


O artigo Adverse Metabolic Consequences in Humans of Prolonged Sleep Restriction Combined with Circadian Disruption (doi: 10.1126/scitranslmed.3003200), de Orfeu Buxton e outros, pode ser lido por assinantes da Science Translational Medicine.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Jejum Intermitente.


Jejum intermitente.
Comer de três em três horas acelera mesmo seu metabolismo a ponto de obter o corpo dos sonhos? O jejum intermitente contraria todo esse “time” a que todos nós, ou boa parte de nós cremos.
Essa guerra para obter o corpo dos sonhos já deixou muitos estudiosos e seus entusiastas testando todas as formas de se nutrir, e qual é a melhor? Tente entender o que propõe o jejum intermitente e como ele pode lhe ajudar.
De uma forma breve, o jejum intermitente promete: aumentar a sensibilidade à insulina diminuindo os riscos de diabetes, para praticantes de atividades físicas aumento e melhor aproveitamento do G.H (hormônio do crescimento) inúmeras vantagens cardíacas, proteção celular, aumento da massa muscular, controle do apetite, diminuição das inflamações, redução da pressão sanguínea, maior probabilidade de queima de gordura durante horas e muito mais... Como? Jejuando.
Isso mesmo jejuando, quem experimentou, não deixa mais, e com algumas adaptações ele se tornou mais atraente que as primeiras ideias e versões.
Uma das formas mais claras de se entender o jejum é pensar que, em algumas épocas não se comia a cada três horas, e as pessoas não tinham tantas propensões a desenvolverem obesidade. Polêmica: Já viu desenhos de homem das cavernas com sobrepeso?
Milhares de anos se passaram com pessoas ingerindo uma carga alta de proteínas e depois de horas sem comer é que acontecia a próxima refeição oriunda da caça ou pesca e assim se desenvolveu a raça humana.
O ato de fazer uma ingestão de nutrientes de três em três horas faz com que seu organismo realmente aproveite todo o nutriente que lhe foi ofertado? Partindo desta primícia que o jejum intermitente vem ganhando adeptos, pois seus idealizadores acreditam que há desperdício de nutrientes pois seu corpo não consegue absorver tudo que lhe é dado. (porém sem embasamento científico esta afirmação).
Através de estudos do sistema nervoso simpático e parassimpático e todas as vias hormonais e seus respectivos receptores aliando a isso um dia-a-dia de trabalho físico e stress mental, a absorção ficaria comprometida.
No jejum o sistema nervoso simpático é mais ativo, lhe deixando mais atento, focado, pensamentos mais claros, rápidas decisões e com mais vitalidade pra dispêndios físicos, consequentemente maior lipólise (queima de gordura) uma vez que é o substrato em maior disponibilidade no momento.
A ideia do jejum consiste em aproveitar as horas do sono como início do jejum e permanecer mais 12 horas sem se alimentar, os melhores benefícios estão por volta de 18 horas. Pode parece uma ideia absurda, mas é aí que as vantagens começam aparecer, acreditam os adeptos que seu corpo estará mais capacitado e com reais condições de absorver os nutrientes que lhe são ofertados desde que seja de maneira coerente e com acompanhamento nutricional, apesar de que vários nutricionistas discordam do modelo de dieta, porém alguns adeptos estão surgindo.
Os primeiros dias são verdadeiros castigos, pois seu corpo terá de se adaptar a baixas taxas de açúcar no sangue, porém prometem os especialistas que esta auto regulação se dará a partir do quarto dia do jejum intermitente.
Porém a boa cartada do sucesso desta, digamos dieta, vem com o que escreverei a seguir. Podemos dizer que é uma variação do modelo radical, eu chamaria de jejum intermitente “modificado”. Ou como os especialistas afirmam, é uma variação da conhecida dieta do guerreiro.
Há períodos de nutrição, isso mesmo você pode se nutrir! Mas devagar aí, não é bem assim, há regras. Os seus precursores garantem que mesmo comendo durante o jejum, os benefícios são alcançados.
Na verdade, come-se a cada três ou quatro horas, mas não o convencional. Acredita-se que com a nutrição ideal, você driblaria o “ligar” do sistema parassimpático que possui ligações nervosas na maioria dos órgãos internos assim como sistema digestivo, armazenamento de reservas energéticas, secreção pancreática de insulina, movimentos peristálticos, desaceleração das trocas gasosas, simplificando é esse sistema que lhe deixa sonolento logo após aquela boa refeição.
Assim como na antiguidade, a cartada está nas proteínas e na hidratação (mínimo de 1,5 litros/dia). Esquecer realmente as calorias e focar em nutrientes, um dos produtos mais cotados ao sucesso deste jejum é uma bebida a base de proteína de alto valor biológico e aminoácidos essenciais chamada de Whey Protein. Numa de suas formas que aparecem no mercado, ela vem como “proteína isolada”, ou seja, pura, isenta de carboidratos, sendo assim a mais recomendada.
Após o período de sono, sete ou oito horas, o seu café da manhã poderá ser a base desta bebida, ingerindo assim cerca de 30 a 40 gramas de proteína e aminoácidos com Whey Protein. Após a ingestão os aminoácidos estarão ativos deixando o seu corpo preparado para a manhã. Se você é uma pessoa que se exercita pela manhã, mais uma polêmica, se exercite antes e tome Whey depois de seu treino, contrariando alguns especialistas que não aconselham exercícios em jejum, neste caso a ajuda de um profissional de educação física seria essencial para o controle e segurança da atividade.
Nos períodos de adaptação, ou seja, do primeiro ao quarto dia, se sentindo um pouco fraco próximo ao horário tradicional de almoço, há a liberação de algumas frutas cristalizadas de baixíssimas calorias, uma porção pequena afinal a intenção é driblar a fome podendo ser repetida no final da tarde (principalmente se for treinar, se exercitar) porém não permanentemente, café e chá verde sem adição de açúcar também pode, e por volta das 13 horas mais uma porção de Whey Protein que contenha de 30 a 40 gramas de proteína.
Aos adeptos a treinos de musculação ou outra atividade física no final do dia, aconselha-se a terceira dose de Whey logo após o treino, formando-se assim cerca de 120 gramas de proteínas e vários aminoácidos ingeridos. Se servir de consolo, vários atletas que aderiram ao jejum não tiveram perdas de massa muscular, pelo contrário, ganharam, além da maior disposição para as atividades físicas.
Talvez a coisa mais surpreendente deste jejum seja o que relatarei a seguir, o jantar.
Isso mesmo tem jantar! E não é líquido, ou seja, pode mastigar muito, mas calma lá, não é atacar um rodízio, mas sim voltar a se nutrir.
Agora é a hora de “ligar” o sistema parassimpático em toda sua plenitude, e aproveitar os nutrientes de forma positiva com excelente absorção dos nutrientes da refeição.
Mas o que comer? Uma refeição tradicional, com arroz, feijão, carne magra, milho, quinoa, aveia, ovos, saladas e até uma sobremesa, convenhamos, sabemos bem que arroz, o melhor é integral, feijão sem adição de carnes gordas, saladas verdes e com fibras, sobremesas sem açúcar de preferência etc. comece pela salada e desenvolva muitas mastigações, liberando as enzimas digestivas e melhorando a qualidade da refeição.
Esta refeição fará uma reparação de músculos e tecidos, lhe preparará para o próximo dia e você dormira como um bebê, com melhoras significativas na qualidade do sono.
Os especialistas explicam que seu metabolismo diurno ficará alto, com ótimas queimas de gordura, temperatura corporal nos índices normais, e hormônios como T3 e T4 (tiroidais) estimulados e normais, literalmente o corpo se adaptará com o estímulo e porque não sofrimento. Talvez os maiores medos estejam em: hipoglicemia, hipotensão e consequentemente desmaios e mal estar, porém não há relatos expressivos.
Talvez um acalento esteja em poder jantar! E jantar bem, se satisfazendo mesmo.
Pra muitos a ideia de inferno que é dormir sem a última refeição, no jejum intermitente “adaptado” não existe.
Alguns dias depois as compensações aparecerão, tais como: maior disposição, sem perda de tempo na preparação de refeições, ficará mais magro e ativo, energético e tudo mais.
VAI TENTAR?
Artigo formulado a partir da palestra de Chad Waterbury (http://chadwaterbury.com/)
No Sexto Congresso Brasileiro de Personal trainers da S.B.P.T.

terça-feira, 6 de março de 2012

S.B.P.T



COMO MEMBRO DA (S.B.P.T)-SOCIEDADE BRASILEIRA DE PERSONAL TRAINERS E PELO SEXTO ANO CONSECUTIVO BUSCANDO APRIMORAMENTOS NA ÁREA, ESTE EU RECOMENDO!
 AGRADECIMENTOS A MARCOS TADEU PELA INICIATIVA E SUCESSO!

www.sbpt.com.br

SIBUTRAMINA: A POLÊMICA CONTINUA


Corbis ImagensRecentemente fizemos uma pesquisa na academia onde sou coordenador técnico para saber dos alunos que estavam com sobrepeso quais já haviam tomado alguma medicação para emagrecer. Dentre os 57 entrevistados, tanto homens como mulheres, 30 fizeram uso da sibutramina. O mais espantoso foi saber que dos 30 alunos, apenas cinco estavam com o peso abaixo do início do tratamento, pois todo o restante acabou ganhando peso novamente após o término do remédio, caracterizando o famoso "efeito rebote".
A sibutramina é um medicamento utilizado para o tratamento de excesso de peso naqueles casos em que apenas dieta, exercícios e a mudança de estilo de vida não foram suficientes para promover o emagrecimento. A discussão sobre a proibição da sibutramina ressurgiu em janeiro, após levantamento realizado pela Scout (Sibutramine Cardiovascular Outcomes) com cerca de 10.000 pessoas, o qual apontou que o uso da substância pode elevar a pressão arterial e a frequência cardíaca. O resultado fez com que a Agência Europeia de Medicamentos (Emea) proibisse a venda da droga “pois a sibutramina aumenta as chances do paciente de sofrer derrame e enfarte”, segundo o comunicado emitido à época. A ação da Emea chegou a ser considerada exagerada por médicos brasileiros.
No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa - passou a dar mais atenção ao assunto. O país está na lista dos que mais consomem a droga. Só em 2009, de acordo com balanço divulgado pelo Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados, os brasileiros consumiram em média duas toneladas de sibutramina. Tal fato motivou a Anvisa a fazer uma nova recomendação aos médicos do Brasil: o remédio deve ser contraindicado para "pessoas que apresentam obesidade associada à existência de doenças cárdio e cerebrovasculares e diabetes mellitus tipo 2, associados a mais de um fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares". Para dificultar o uso abusivo do remédio, sua venda só pode ser feita com receita azul controlada, onde a mesma fica retida na farmácia com os dados do médico e do paciente.
Devemos sempre levar a nossa vida de maneira saudável, iniciando por um bom programa de atividade física, onde possamos ter uma boa regularidade e sentir o máximo de prazer em realizá-los. Em suma, nenhuma medicação para emagrecer deve ser tomada sem orientação médica e deve ser prescrita por um endocrinologista. A prescrição do medicamento deve estar sempre associada a um programa de reeducação alimentar e estímulo à atividade física.
Nome
Flávio Crusius Bueno
Profissão
Professor de Educação Física

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Para ganhar tempo e saúde, vá de bike! - Deixar o carro na garagem e adotar o meio de transporte alternativo é uma maneira inteligente de fugir do caos do trânsito nas grandes cidades e ainda ganhar muito mais saúde e qualidade de vida

Para ganhar tempo e saúde, vá de bike! - Deixar o carro na garagem e adotar o meio de transporte alternativo é uma maneira inteligente de fugir do caos do trânsito nas grandes cidades e ainda ganhar muito mais saúde e qualidade de vida


Cansado de gastar mais de três horas para percorrer de carro um trajeto de 44 km entre a sua casa e o trabalho, o fotógrafo Danilo Tanaka resolveu apostar numa mudança radical, há cerca de dois meses: vendeu o automóvel e passou a se locomover de bicicleta. Medida bastante ambiciosa se considerarmos que Danilo mora em São Bernardo do Campo, na região do ABC Paulista, e trabalha no bairro da Casa Verde, na Grande São Paulo. Além de tudo, nunca foi atleta. “Sempre usei a bike como hobbie, até chegar à conclusão de que ela era o meio de transporte mais viável para o trajeto que eu faço diariamente. Mas comecei aos poucos e ainda estou na fase de adaptação: vou três vezes por semana de bike e nos outros dois uso o transporte público”, conta. Ele economiza cerca de uma hora por dia quando vai e volta do trabalho sob duas rodas. Danilo é um dos muitos casos de moradores de grandes cidades que optam pela bike para otimizar o tempo. E não por acaso, como explica Rodrigo Langeani, educador físico e bike fitter. “Todos os anos realizamos um desafio chamado de multimodal, que compara o desempenho de vários meios de transporte num mesmo trajeto, incluindo carro, ônibus, helicóptero e bicicleta. Também é considerado o tempo que se levaria a pé entre dois pontos estabelecidos. Nos dois últimos anos a bicicleta foi a vencedora do desafio, conferindo a maior velocidade nos percursos observados, na cidade de São Paulo.”


Fonte-Viva saúde: http://migre.me/7nrP7

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Dicas para o preparo dos alimentos

Quase todos os dias surgem várias pessoas nos dando dicas de uma coisa ou outra na hora de lidarmos com os alimentos. E, na verdade, até mesmo dicas opostas e contraditórias, nos deixando um tanto quanto perdidos ao que se refere à veracidade das informações.
Pensando nisso, listei algumas situações com dicas que facilitam nossa prática diária e ainda nos asseguram da redução de grandes riscos de contaminação.
  1. Antes de preparar as refeições: verifique quais os alimentos necessários e a quantidade correta para uma alimentação saudável. Para tanto, esteja sempre com uma lista na mão para facilitar a compra;
  2. Preparar refeições requer conhecimento nutritivo, econômico e higiênico dos alimentos. Esteja sempre atento(a) a dicas de controle de higiene ou procure um(a) nutricionista para ajudá-lo(a) nessa tarefa;
  3. Todas as pessoas precisam receber os nutrientes necessários: proteínas, carboidratos, gorduras (lipídios), minerais, vitaminas, fibras e água, podendo apenas alterar as concentrações de cada de acordo com as necessidades individuais de cada um.
Preparo das carnes
  • Carne Vermelha: boi, porco, cabrito etc.
  • Carne Branca: aves, peixe, rã etc.
  • As carnes estragam muito rápido quando deixadas fora da geladeira, pois é favorecido o desenvolvimento de bactérias. Tenha o cuidado de manusear as carnes durante, no máximo, 30 minutos fora da refrigeração.
Métodos de cozimento
  • Calor Seco: assar, tostar
  • Calor Úmido: cozinhar em vapor, refogar e ferver
Pescados
  • São de fácil digestão e possuem menos gordura, além de serem, na maioria das vezes, de boa qualidade.
  • Cuidados em dobro na hora da compra, armazenamento e cozimento. Compre congelados ainda dentro do prazo de validade ou frescos, com características específicas do próprio pescado livre de deterioração.
  • Possuem menor tempo de cozimento, não exigem temperatura alta.
  • Se deixar a carne de peixe cozinhando por muito tempo, ficará dura e ressecada.
Leite
  • Pode ser usado em várias preparações de alimentos: junto com frutas, em suflê, purês, bolos etc.
Aves
  • Frango: carne bastante delicada, branca ou ligeiramente parda, de sabor agradável e de fácil digestão.
  • Armazenar em refrigerador ao comprar e/ou depois de prepará-la (para impedir a proliferação de bactérias).
Temperatura
Carnes preparar em temperatura baixa ou moderada, a fim de:
  • preservar os nutrientes;
  • evitar o encolhimento da carne (assim, a carne ficará cozida por igual, tornado-a macia e saborosa).
Ovos
  • Sempre frescos, sem rachadura e casca bem resistente;
  • Observar a data de validade;
  • Para saber se o ovo está bom: colocá-lo em copo com água – se flutuar pode ser que esteja estragado; se afundar estará em bom estado para consumo.
Leguminosas
  • Alimentos que dão em vagem: soja, ervilha, grão-de-bico, amendoim e todos os feijões.
  • Os grãos devem estar inteiros, sem caruncho (verificar se estão mofados).
  • Cozidas em fogo brando para preservação dos nutrientes.
Hortaliças e frutas
  • Devem apresentar coloração firme, não ter partes murchas, manchas e amassadas.
  • As condições de sanitização devem ser respeitadas: quando for consumi-los crus e com casca, lavar em água corrente e depois deixar de molho em solução de 1 colher de sopa de hipoclorito de sódio (ou água sanitária com 2% de cloro) para 1 litro de água. Deixar porv10 minutos. Enxaguar novamente em água corrente.
  • Sempre cozinhá-las com pouquíssima água ou no vapor e utilizar sempre que possível a água do cozimento em outras preparações.
Fique sempre atento (a) a informações relacionadas à manipulação, armazenamento e conservação dos alimentos. Dessa maneira você terá muito mais segurança na hora de sentar à mesa. Solicite a ajuda de um (a) nutricionista para lhe esclarecer dúvidas e complementar essas dicas básicas citadas acima.

FONTE:http://www.anutricionista.com/

BOA LEITURA!

CARO VISITANTE, ESPERO QUE GOSTE DOS ARTIGOS RELACIONADOS A ATIVIDADE FÍSICA E FISIOLOGIA DE MANEIRA GERAL, FORTE ABRAÇO