Cafeína: Um bom otimizador da prática esportiva.
A busca por ergogênicos no esporte vem crescendo pelos atletas e frequentadores de academia, que buscam meios para melhorar o desempenho e o resultado desejado pelo execício, aliado ao menor grau de fadiga e com melhor performance atlética. Se tratando de nutrição esportiva, os suplementos nutricionais vem sendo utilizados amplamente com o objetivo de aumentar as reservas energéticas, a oxidação de gorduras, elevar o anabolismo proteico (ganho de massa muscular) e também com o intuito de reduzir a percepção do esforço durante o exercício físico. Nesse sentido, a cafeína vem sendo consumida com grande frequência antes da prática esportiva, com o objetivo de protelar a fadiga e consequentemente aprimorar o desempenho físico. Embora ela não apresente valor nutritivo, a cafeína é considerada um ergogênico nutricional por estar presente em vários produtos alimentícios comercializados e consumidos atualmente. Os efeitos da cafeína podem variar de pessoa pra pessoa, oscilando de acordo com o peso e a regularidade que é consumida. Sua ação no organismo atinge o pico cerca de 15 a 120 minutos após a ingestão, podendo causar tolerância,ou seja, progressivamente maiores doses de cafeína deverão ser ingeridas para que se possa atingir o mesmo efeito. O efeito ergogênico da cafeína tem sido demostrado com doses entre 100 – 420mg, ou seja duas xícaras de café, já é capaz de promover uma ação no metabolismo das gorduras, mobilizando o tecido adiposo dentro da célula e poupando a glicose circulante, assim utiliza a gordura armazenada como fonte de energia. Os estudos ainda apontam que a cafeína pode agir diretamente no músculo esquelético, potencializando sua capacidade de realizar execícios de alta intensidade e curta duração, aumentando a permeabilidade do cálcio para a contração muscular. Estudos mais recentes demostram também um aumento da força muscular, já que retarda a fadiga muscular, possibilitando um maior grau de carga e repetições de execução do exercício após a ingesta de cafeína. Acredita-se que esse fator há relação direta com o sistema nervoso central por aumentar a ação e liberação da noradrenalina e da adrenalina. A dosagem indicada de cafeína para obter o efeito ergogênico no execício físico varia de pessoa para pessoa, podendo ser ingerida através de alimentos que contenham cafeína ou ainda suplementadas em cápsulas, o que facilita a sua administração, pois dependendo da dose a ser ingerida se torna intolerável um consumo muito alto de alimentos com cafeína. Abaixo está especificado a quantidade de cafeína presente nos principais alimentos fontes dessa substância: Quantidade de cafeína presente nas principais fontes:
Assim sendo, a cafeína desde que administradas em doses corretas, poderá promover uma melhor eficiência no metabolismo energético e muscular durante a prática esportiva, aumentando a lipólise (quebra de gordura, poupando glicogênio muscular e retardando a fadiga), contribuindo para otimizar a performance, sendo uma substância eficaz para uso como ergogênico nutricional, ressaltando que seu uso se mal administrado poderá causar dependência e sintomas como dores de cabeça, irritabilidade e cansaço, que poderão ser desencadeados pela interrupção do uso da cafeína. Portanto, procure um nutricionista para avaliar a dose certa de acordo com o seu biotipo e objetivo, lembrando que indivíduos com determinadas patologias, como a hipertensão, o uso é contra indicado. Nutricionista Mírian Valério - CRN2 7012P www.anutricionista.com |
Atividade Física e todos os seus conceitos, organismo humano, reações em exercícios, fisiologia do exercício.
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Cafeína: Um bom otimizador da prática esportiva.
terça-feira, 4 de setembro de 2012
LESÃO DO MANGUITO ROTATOR
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Como ocorre ?
Algumas vezes a lesão ocorre por algum trauma, como amparar uma queda com o braço ou cair sobre o braço. Mas geralmente está
relacionada a degeneração ligada à idade ou a falta de irrigação sanguínea nesses músculos. E também pode acontecer ao:
• Levantar um objeto pesado.
• Usar excessivamente o ombro em exercícios que exijam movimentos repetidos do braço
por sobre a cabeça.
• Trabalhos manuais, como: pintar, podar árvores, etc.
Quais são os sintomas?
Os pacientes comumente relatam dor no ombro por alguns meses, que teve início após um movimento ou trauma específico. A dor é
no ombro e às vezes irradia para o braço.
É comum sentir fraqueza no braço e perda do movimento do ombro, especialmente movimentos do braço sobre a cabeça.
Alguns pacientes relatam dor noturna, que causa dificuldade para dormir.
Como é diagnosticada?
O médico examinará o ombro à procura de dor e rigidez enquanto o paciente movimenta o braço em todas as direções. Ele
questionará as características da dor. Normalmente o médico pede um raio-x, para saber se houve fratura do osso, principalmente
quando o paciente sofreu uma queda.
Dependendo dos resultados o médico pode pedir:
• Uma artografia, que é um raio-x tirado após um contraste ser injetado na articulação do ombro, que realça as estruturas moles.
• Ressonância Nuclear Magnética (RNM), que cria imagens do ombro e das estruturas ao redor.
• Artroscopia, um procedimento cirúrgico, pelo qual um pequeno instrumento é inserido dentro da articulação do ombro para que o médico possa visualizar claramente o manguito rotador.
Qual é o tratamento?
Algum tendão desses músculos pode inflamar-se e romper-se parcialmente ou totalmente. O tratamento depende da gravidade da ruptura e da dor. Se a ruptura for incompleta, ela cicatrizará sozinha, se não interferir com as atividades do dia a dia.
O planejamento do tratamento inclui:
• Sentar com a postura apropriada, com a cabeça e os ombros equilibrados.
• Descansar os ombros, o que significa evitar movimentos abruptos e qualquer atividade
que cause dor ao levar o braço por sobre a cabeça.
• Compressas de gelo 2 ou 3 vezes ao dia, por 8 minutos, seguidos de 3 minutos de pausa,
esse ciclo deve ser repetido até completar 30 minutos.
• Antiinflamatórios indicados pelo médico.
• Fisioterapia para diminuir a inflamação, amenizar a dor e, então, fortalecer os músculos.
Se a ruptura for total, pode ser necessário realizar uma Artroscopia, que nesse caso é utilizada como cirurgia e não apenas para visualizar o interior da articulação.
As extremidades brutas de um tendão rompido podem ser aparadas e deixadas para cicatrizar. Grandes rupturas podem ser costuradas. Após a cirurgia, o plano de tratamento inclui fisioterapia para acelerar a cicatrização, evitar formação de tecido fibroso, amenizar a dor, manter a movimentação do ombro livre e fortalecer os músculos desta articulação.
Quanto tempo duram as seqüelas de uma lesão do manguito rotator?
A recuperação total depende da gravidade da lesão e do tipo de tratamento.
Quando retornar ao esporte ou à atividade?
O objetivo da reabilitação é que o retorno do paciente ao esporte ou à atividade aconteça o mais breve e seguramente possível. O
retorno precoce poderá agravar a lesão, o que pode levar a um dano permanente.
Todos se recuperam de lesões em velocidades diferentes e, por isso, para retornar ao esporte ou à atividade, não existe um tempo
exato, mas quanto antes o médico for consultado, melhor.
O retorno ao esporte acontecerá, seguramente, quando:
• O ombro lesionado tiver total capacidade de movimento, sem dor.
• O ombro lesionado tiver recuperado força normal, comparado ao ombro não lesionado.
Em esportes de arremesso, é preciso reconstruir gradualmente a tolerância ao arremesso.
Isso significa que no início os lançamentos devem ser gentis e evoluir para arremessos mais fortes e potentes. Em esportes de contato, o ombro não poderá estar sensível ao toque e o contato deverá progredir de mínimo a contato mais severo.
O que pode ser feito para prevenir nova lesão?
A melhor maneira de prevenir uma nova lesão é manter os músculos e tendões bem fortalecidos e alongados.
Exercícios de reabilitação da lesão do manguito rotator:
*** Atenção, cuidado ! Sempre faça os seus exercícios acompanhado por um profissional
Os exercícios a seguir são apenas um guia de tratamento básico, por isso o paciente deve fazer a reabilitação acompanhado de um*** Atenção, cuidado ! Sempre faça os seus exercícios acompanhado por um profissional
fisioterapeuta, para que o programa seja personalizado.
A fisioterapia conta com muitas técnicas e aparelhos para atingir os objetivos, como: analgesia, fortalecimento muscular, manutenção
ou ganho da amplitude de movimento de uma articulação, etc, e por isso, o tratamento não deve ser feito sem a supervisão de um
profissional.
1 - Amplitude de Movimento Escapular:
Em pé, Levar os ombros para cima, comprimir as escápulas, uma de encontro à outra.
Depois, empurrá-las para baixo como se estivesse colocando as mãos nos bolsos de trás da calça.
Manter por 5 segundos, relaxar e repetir 10 vezes.
2 - Exercícios Com Bastão:
A - Flexão do Ombro:
Em pé, segurar um bastão com as mãos, com as palmas para baixo.
Levar os braços esticados até a cabeça.
Manter por 5 segundos, relaxar e repetir 10 vezes.
B – Rotação externa:
Em decúbito dorsal, segurar um bastão com ambas as mãos, palmas para cima.
Os braços devem ficar apoiados no chão, ao lado do corpo e os cotovelos flexionados a
90º.
Com o braço são empurrar o braço lesionado e afastá-lo do corpo.
Os cotovelos devem ficar imóveis.
Manter por 5 segundos e repetir 10 vezes.
C - Extensão do Ombro:
Em pé, segurar o bastão com as mãos atrás de seu corpo, afastá-lo das costas.
Manter por 5 segundos, relaxar e repetir 10 vezes.
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3 - Isométricos: A - Rotação Externa: Em pé, de frente para uma porta aberta, com o cotovelo dobrado a 90º e com o dorso da mão encostado no batente. Aplicar força contra o batente. Manter por 5 segundos, relaxar e repetir 10 vezes. B - Rotação Interna: Em pé, de frente para uma porta aberta, com o cotovelo dobrado a 90º e com a palma da mão encostada no batente da porta. Aplicar força contra o batente. Manter por 5 segundos, relaxar e repetir 10 vezes. | |
4 - Exercício de Rotação Externa Com a Faixa Terapêutica: Em pé e com a mão do lado lesionado encostado no o abdômen, segurar a faixa que deve se encontrar presa a uma maçaneta de porta, do lado oposto ao braço lesionado e puxá-la rodando o braço para fora e afastando a mão da cintura, sem desencostar o cotovelo do corpo. O cotovelo deve estar dobrado a 90º e o antebraço, paralelo ao chão. Repetir 10 vezes e evoluir para 3 séries de 10. Fazer 3 séries de 10 repetições. | |
Em pé, braços descansados na lateral do corpo e polegares apontados para o chão, inclinar levemente o tronco para frente e levantar os braços lateralmente. Conservar os cotovelos (braços) estendidos. Levar as mãos até a altura do ombro. Manter por 10 segundos, descansar e repetir 10 vezes. Gradualmente, adicionar carga ao exercício, segurando pesos com as mãos para aumentar o fortalecimento. FONTE: http://www.clinicadeckers.com.br/html/orientacoes/ortopedia/047_lesao_rotator.html | |
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Grelina e Leptina e a relação com o apetite e metabolismo energético
Muito se fala dos fatores hormonais ligados ao apetite e metabolismo energético, com destaque para a relação destes com o excesso de peso e obesidade. Mas sabe-se que a alimentação inadequada e a inatividade física são os principais causas desse distúrbio nutricional.
Entretanto, cabe destacar que há alguns hormônios endógenos relacionados ao controle do apetite e que atuam de maneira diferenciada no corpo humano.
Mas o que seria esses hormônios endógenos?
São hormônios, produzidos pelo próprio organismo e estão intimamente relacionados ao metabolismo, gasto energético e apetite do indivíduo. Neste artigo vamos conhecer dois hormônios, muito debatidos na literatura científica, e desvendar as principais funções de cada um deles e a relação com o apetite e metabolismo energético e as possíveis associações com o excesso de peso e obesidade.
O hormônio leptina, que tem como origem do nome a palavra em latim “leptos” que significa “magro” é uma proteína, produzida no tecido adiposo. Assim, quanto maior a massa adiposa no corpo, maior será a quantidade de leptina produzida. Sua liberação ocorre durante a noite, principalmente nas primeiras horas da manhã. Tal hormônio reduz o apetite e está relacionada com o gasto energético, metabolismo de glicose e influencia as funções endócrinas do pâncreas. Altos níveis de leptina reduzem a ingestão alimentar enquanto baixos níveis induzem a hiperfagia (ingestão excessiva de alimentos). Em indivíduos obesos há uma concentração elevada deste hormônio, mas como então justifica-se o apetite elevado dos obesos?
Uma resposta para tal situação seria a resistência das células à entrada da leptina. Assim as células do hipotálamo, que controla o apetite, não recebem o sinal da leptina de reduzir a alimentação. Assim o indivíduo obeso seria “resistente” à leptina, não controlando seu apetite.
Cabe destacar, como foi citado anteriormente, a leptina é liberada durante a noite por isso, uma boa qualidade do sono pode influenciar no controle da ingestão de alimentos.
Outro hormônio também relacionado com o controle do apetite é a grelina, que tem origem na palavra inglesa grow, que significa crescimento. Este é um hormônio proteico, estimulador da liberação do hormônio do crescimento (GH) porém, sua principal função é orexígeno, ou seja, induz o apetite, além de controle do balaço energético. Esse hormônio é encontrado e produzido no estômago, na mucosa oxíntica. Esse hormônio também possui outras funções importantes como secreção ácida, motilidade do estomacal, atua sobre a função endócrina do pâncreas, metabolismo da glicose, ação cardioprotetora e até anti-neoplásica. A grelina é conhecida por ter efeitos contrários à leptina.
Sobre sua ação no controle do apetite, a grelina parecer estar ligada ao estimulo ao inicio uma refeição, ou seja, ao apetite, aumentando a ingestão alimentar. Não se sabe até que ponto a grelina está relacionada com a obesidade
Porém, cabe lembrar que hábitos alimentares inadequados e inatividade física são fatores mais relevantes na origem de novos casos de excesso de peso e obesidade. Importante também é a duração e a qualidade do sono influenciando na liberação de hormônios capazes de regular o apetite.
Em casos de alterações no apetite ou do metabolismo energético um profissional endocrinologista deve ser consultado e manter o acompanhamento com o nutricionista para juntos promoverem a reeducação no volume e qualidade da dieta, sem negligenciar os fatores endócrinos associados.
Espero ter contribuído para melhora dos conhecimentos e esclarecimentos de dúvidas sobre o assunto.
Fonte: ANutricionista.Com -
Glaucia Figueiredo Justo - CRN4 09100413
sexta-feira, 20 de julho de 2012
HIV/AIDS x EXERCÍCIOS FÍSICOS
Após o surgimento dos primeiros casos da Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (AIDS), no início da década de 80, acreditou-se por muitos anos, em meio aos profissionais da área de Saúde que tratavam dos pacientes da doença, que o repouso e a preservação das reservas energéticas, evitando-se a prática de atividades físicas cuja intensidade superasse os níveis das atividades físicas cotidianas habituais, fosse o procedimento mais recomendável para portadores de HIV/AIDS.
Isto se justificava em virtude da grande perda de peso observada entre os portadores da síndrome, o que levava a crer que, com a prática de exercícios físicos, agravar-se-ia o processo de emagrecimento. Da mesma maneira, acreditava-se que o desgaste físico provocado pelos exercícios diminuiria a resistência do paciente, facilitando o avanço do agressivo vírus HIV sobre o sistema imunológico, permitindo assim o aparecimento de doenças oportunistas, provocado pela baixa resistência imunológica.
Estudos científicos mais recentes, todavia, apontam para uma direção totalmente contrária. Hoje, o entendimento no meio científico é o de que a prática regular de exercícios físicos não só é recomendável, como imprescindível, no auxílio ao tratamento dos portadores de HIV/AIDS, em praticamente qualquer estágio da síndrome.
Com avaliação e acompanhamento médico, a prescrição, por um profissional de Nutrição, de uma dieta que vise compensar e preparar o organismo para a prática de atividades físicas mais intensas e o planejamento de um programa criterioso de exercícios físicos, por um profissional de Educação Física, o portador de HIV/AIDS, só tem a ganhar, não apenas em termos objetivos de melhoria do estado geral de saúde, como também em aspectos subjetivos de qualidade de vida e integração social.
A seguir, são abordados em linhas gerais, alguns aspectos relevantes sobre o tema.
BENEFÍCIOS OBJETIVOS (Físicos)
Ganho de força muscular - A infecção pelo vírus do HIV pode levar à perda de força e resistência muscular, além de afetar as funções neuromusculares, gerando, inclusive, problemas de perda de equilíbrio, o que pode ser combatido através de um trabalho específico de exercícios físicos.
Aumento da massa magra – Gerando ganho de peso (pela hipertrofia muscular) e melhor proporção estética.
Aumento do Apetite - E conseqüente melhora na digestão.
Melhora nos padrões de sono – O “relógio biológico” se torna mais regulado.
Melhora na aptidão cardiovascular – A infecção pelo HIV diminui a capacidade aeróbica e gera sensação de fadiga. O ganho de condicionamento físico pode aliviar consideravelmente tais efeitos.
Combate a síndrome da lipodistrofia - O coquetel de medicamentos utilizado no combate ao vírus provoca, como efeito colateral, uma redistribuição da gordura corporal, conhecida como Lipodistrofia, caracterizada pelo aumento do volume da cintura, um afinamento acentuado das extremidades (membros inferiores, membros superiores e cintura escapular), uma diminuição da gordura subcutânea com aumento da gordura visceral e sanguínea (aumentando as taxas de colesterol e triglicerídeos), o encovamento facial e o surgimento de uma bolsa de gordura atrás da região cervical, denominada “corcova de búfalo” (buffalo hump).
Ganho de força muscular - A infecção pelo vírus do HIV pode levar à perda de força e resistência muscular, além de afetar as funções neuromusculares, gerando, inclusive, problemas de perda de equilíbrio, o que pode ser combatido através de um trabalho específico de exercícios físicos.
Aumento da massa magra – Gerando ganho de peso (pela hipertrofia muscular) e melhor proporção estética.
Aumento do Apetite - E conseqüente melhora na digestão.
Melhora nos padrões de sono – O “relógio biológico” se torna mais regulado.
Melhora na aptidão cardiovascular – A infecção pelo HIV diminui a capacidade aeróbica e gera sensação de fadiga. O ganho de condicionamento físico pode aliviar consideravelmente tais efeitos.
Combate a síndrome da lipodistrofia - O coquetel de medicamentos utilizado no combate ao vírus provoca, como efeito colateral, uma redistribuição da gordura corporal, conhecida como Lipodistrofia, caracterizada pelo aumento do volume da cintura, um afinamento acentuado das extremidades (membros inferiores, membros superiores e cintura escapular), uma diminuição da gordura subcutânea com aumento da gordura visceral e sanguínea (aumentando as taxas de colesterol e triglicerídeos), o encovamento facial e o surgimento de uma bolsa de gordura atrás da região cervical, denominada “corcova de búfalo” (buffalo hump).
A prática regular de exercícios físicos têm se revelado como um importante instrumento no combate a tais efeitos, com resultados extremamente animadores.
Fortalecimento do sistema imunológico – Já está cientificamente comprovado que os exercícios físicos também aumentam o número de linfócitos T ou CD4, o que permite ao sistema imunológico responder melhor às doenças oportunistas que acometem os soropositivos.
Apenas a título de observação, lembramos que os linfócitos são um importante grupo de células em nosso sistema imunológico e se dividem em duas categorias: os linfócitos B e os linfócitos T.
Os linfócitos B protegem o corpo contra os micróbios, fabricando substâncias chamadas anticorpos, que vão "colar-se" ao micróbio, impedindo-o de agir.
Entre os linfócitos T, há os chamados de T4 (também chamados CD4), que são os responsáveis por "alertar" o sistema imunológico que é necessário se defender. Sem estarem avisados pelos linfócitos T4, os linfócitos B não funcionam.
O vírus HIV ataca justamente os linfócitos T4 (CD4). Daí porque o aumento da produção de tais células, advindo da prática de exercícios físicos, é de suma importância para o soropositivo.BENEFÍCIOS SUBJETIVOS (Psico-Sociais)
Apenas a título de observação, lembramos que os linfócitos são um importante grupo de células em nosso sistema imunológico e se dividem em duas categorias: os linfócitos B e os linfócitos T.
Os linfócitos B protegem o corpo contra os micróbios, fabricando substâncias chamadas anticorpos, que vão "colar-se" ao micróbio, impedindo-o de agir.
Entre os linfócitos T, há os chamados de T4 (também chamados CD4), que são os responsáveis por "alertar" o sistema imunológico que é necessário se defender. Sem estarem avisados pelos linfócitos T4, os linfócitos B não funcionam.
O vírus HIV ataca justamente os linfócitos T4 (CD4). Daí porque o aumento da produção de tais células, advindo da prática de exercícios físicos, é de suma importância para o soropositivo.BENEFÍCIOS SUBJETIVOS (Psico-Sociais)
- Melhora da auto-estima;
- Melhora da auto-imagem;
- Diminuição dos níveis de ansiedade e stress;
- Desenvolvimento de uma atitude positiva;
- Facilitação da integração social;
- Aquisição de hábitos saudáveis.
Os exercícios físicos recomendados para os portadores de HIV/AIDS, de modo geral, são os aeróbicos e de resistência muscular localizada.
Por este motivo, a MUSCULAÇÃO é considerada a modalidade mais recomendada para os portadores da síndrome, até mesmo pela própria facilidade de monitoramento das condições gerais do praticante.
Devem ser associados também, exercícios de alongamento e flexibilidade, bem como exercícios que objetivem o incremento do equilíbrio (percepção cinestésica e inteligência cinestésica)
O programa de exercícios deve ser sempre individualizado, com metas e limites claramente definidos, associado a um monitoramento constante e igualmente programado (programa de monitoramento)
A observação da relação carga x repouso deve ser extremamente respeitada, pois o portador de HIV/AIDS não pode se sujeitar aos indesejáveis efeitos do sobretreinamento (overtraining)
Em alguns casos o uso de esteróides anabólicos para portadores do HIV, associado à prática de exercícios tem sido recomendado, desde que prescritos exclusivamente através de critério médico (e mesmo assim ainda há carência de estudos que indiquem até que ponto os benefícios podem justificar a adoção de tal medida)
Se o praticante soropositivo estiver sofrendo de vertigens ou mal estar, a carga deve ser diminuída até que os sintomas diminuam. Se houver a presença de febre, deve-se suspender o treinamento até que a mesma desapareça
No que tange a desportos em geral, deve-se apenas evitar a prática de esportes que possam mais facilmente provocar lesões, cortes e traumatismos, pois qualquer acidente é sempre arriscado para o soropositivo
De todo modo, desde que se observem as devidas medidas de segurança e que sejam respeitadas as limitações relativas à intensidade e à duração das sessões de treinamento, não há esportes contra-indicados para os soropositivos (à exceção do Boxe, devido à grande possibilidade de sangramentos e ao constante contato físico dos lutadores)
Portanto, da mesma maneira que a prática de exercícios físicos é importante para qualquer pessoa, como meio de promoção da saúde e da qualidade de vida, o mesmo se aplica aos portadores de HIV/AIDS, constituindo uma importante ferramenta para sua longevidade e sua capacidade bio-psico-social para o combate à doença
Em todo o mundo, inclusive no Brasil, desenvolvem-se cada vez mais políticas públicas e programas de saúde voltados para o estímulo e apoio à prática de exercícios físicos pelos soropositivos
Neste cenário, é essencial o papel do profissional de Educação Física, como único profissional de saúde capacitado para a aplicação segura de um programa de treinamento adequado.
Por este motivo, a MUSCULAÇÃO é considerada a modalidade mais recomendada para os portadores da síndrome, até mesmo pela própria facilidade de monitoramento das condições gerais do praticante.
Devem ser associados também, exercícios de alongamento e flexibilidade, bem como exercícios que objetivem o incremento do equilíbrio (percepção cinestésica e inteligência cinestésica)
O programa de exercícios deve ser sempre individualizado, com metas e limites claramente definidos, associado a um monitoramento constante e igualmente programado (programa de monitoramento)
A observação da relação carga x repouso deve ser extremamente respeitada, pois o portador de HIV/AIDS não pode se sujeitar aos indesejáveis efeitos do sobretreinamento (overtraining)
Em alguns casos o uso de esteróides anabólicos para portadores do HIV, associado à prática de exercícios tem sido recomendado, desde que prescritos exclusivamente através de critério médico (e mesmo assim ainda há carência de estudos que indiquem até que ponto os benefícios podem justificar a adoção de tal medida)
Se o praticante soropositivo estiver sofrendo de vertigens ou mal estar, a carga deve ser diminuída até que os sintomas diminuam. Se houver a presença de febre, deve-se suspender o treinamento até que a mesma desapareça
No que tange a desportos em geral, deve-se apenas evitar a prática de esportes que possam mais facilmente provocar lesões, cortes e traumatismos, pois qualquer acidente é sempre arriscado para o soropositivo
De todo modo, desde que se observem as devidas medidas de segurança e que sejam respeitadas as limitações relativas à intensidade e à duração das sessões de treinamento, não há esportes contra-indicados para os soropositivos (à exceção do Boxe, devido à grande possibilidade de sangramentos e ao constante contato físico dos lutadores)
Portanto, da mesma maneira que a prática de exercícios físicos é importante para qualquer pessoa, como meio de promoção da saúde e da qualidade de vida, o mesmo se aplica aos portadores de HIV/AIDS, constituindo uma importante ferramenta para sua longevidade e sua capacidade bio-psico-social para o combate à doença
Em todo o mundo, inclusive no Brasil, desenvolvem-se cada vez mais políticas públicas e programas de saúde voltados para o estímulo e apoio à prática de exercícios físicos pelos soropositivos
Neste cenário, é essencial o papel do profissional de Educação Física, como único profissional de saúde capacitado para a aplicação segura de um programa de treinamento adequado.
Arlindo Pimentel
Diretor Executivo do CREF7
Diretor Executivo do CREF7
| ARLINDO PIMENTEL - CREF 001714-G/DF Profissional de Educação Física. Pós-Graduado em Educação e Promoção da Saúde. Membro da Equipe de Pesquisadores do Grupo de Pesquisa em Saúde Pública e HIV/AIDS do Hospital das Forças Armadas de Brasília |
quinta-feira, 19 de julho de 2012
Ginecomastia – aumento da mama masculina
Ginecomastia – aumento da mama masculina
Embora ambos os sexos possuam o tecido glandular mamário e o tecido adiposo (gorduroso), eles agem de forma diferente em homens e mulheres, sendo normal no sexo feminino o estimulo do crescimento dos seios desde a adolescência.
Entre as causas comuns da ginecomastia esta a fisiológica, que pode ocorrer na fase neonatal, na puberdade ou na andropausa (menopausa masculina); a patológica, quando outras doenças estão associadas, como, por exemplo, diminuição da função dos testículos, insuficiência renal e cirrose; e a farmacológica, por medicamentos ou drogas ilícitas, como o uso de estrogênios ou androgênios (anabolizantes), quimioterapicos, maconha, heroína e anfetaminas.
Independente da causa, o desenvolvimento do problema ocorre pelo aumento do hormônio feminino na corrente sangüínea.
O diagnostico da ginecomastia é realizado basicamente pelo exame clínico, com rara necessidade de exames laboratoriais. O médico identifica o aumento da mama e da glândula apenas com a palpação.
A doença pode se manifestar em uma ou nas duas mamas e na maioria dos casos não apresenta dor. Nos casos associados com outras patologias ou causados por medicamentos ou drogas, o simples tratamento da doença ou a interrupção da substância podem ser suficientes para a regressão do volume da mama.
Para o tratamento medicamentoso da ginecomastia não existe um protocolo especifico, sendo vários os remédios disponíveis no mercado. Dentre eles, três grupos são basicamente utilizados: androgênicos (testosterona, dihidrotestosterona, danazol), inibidores de aromatase (anastrozole, letrozole) e anti-estrogenicos (clomifeno, tamoxifeno, raloxifeno. Destes, os da classe dos anti-estrogenicos são os mais utilizados, devido ao baixo custo e baixo índice de efeitos colaterais.
Vale ressaltar que os medicamentos, mesmo sendo eficazes e levando a uma diminuição do tamanho das mamas, na maioria das vezes não levam a regressão total do quadro.
O único tratamento realmente efetivo e rápido para a redução da mama é a cirurgia, realizada mediante a incisão periaureolar, com a retirada da glândula ou do tecido adiposo.
A indicação do procedimento cirúrgico depende do volume mamário e da presença, ou não, de excesso de pele. Quanto maior o volume da mama e quanto maior o excesso de pele, maiores serão as cicatrizes deixadas pela cirurgia.
Em geral o pós operatório é indolor e o paciente se restabelece em poucos dias.
É importante que a ginecomastia seja diagnosticada precocemente, a fim de evitar distúrbios psicológicos, constrangendo ou afastando o indivíduo da sociedade em razão do complexo gerado pelo aumento das mamas.
Uma avaliação correta evitará tais constrangimentos, recuperando a auto-estima e a conseqüente qualidade de vida do homem.
quarta-feira, 18 de julho de 2012
Sedentarismo mata tanto quanto cigarro, diz estudo
BBC Brasil
"A pesquisa no jornal médico Lancet acredita que a inatividade deve ser tratada como uma pandemia."
Um estudo divulgado a poucos dias do início das Olimpíadas diz que a falta de exercícios tem causado tantas mortes quanto o tabagismo.
A pesquisa, publicada na revista médica Lancet, estima que um terço dos adultos não têm praticado atividades físicas suficientes, o que tem causado 5,3 milhões de mortes por ano em todo o mundo.
A inatividade física é responsável por uma em cada dez mortes por doenças como problemas cardíacos, diabetes e câncer de mama e do cólon, diz o estudo.
Os pesquisadores dizem que o problema é tão grave que deve ser tratado como uma pandemia.
Eles afirmam que a solução para o sedentarismo está em uma mudança generalizada de mentalidade, e sugerem a criação de campanhas para alertar o público dos riscos da inatividade, em vez de lembrá-lo somente dos benefícios da prática de esportes.
Segundo a equipe de 33 pesquisadores vindos de centros de vários países diferentes, os governos deveriam desenvolver formas de tornar a atividade física mais conveniente, acessível e segura.
Um dos coordenadores da pesquisa é Pedro Hallal da Universidade Federal de Pelotas. 'Com as Olimpíadas 2012, esporte e atividade física vão atrair uma tremenda atenção mundial, mas apesar do mundo assistir a competição de atletas de elite de muitos países, a maioria dos espectadores será de sedentários,' diz ele.
'O desafio global é claro: tornar a prática de atividades físicas como uma prioridade em todo o mundo para aumentar o nível de saúde e reduzir o risco de doenças'.
No entanto, a comparação com o cigarro é contestada por alguns especialistas.
Se o tabagismo e a inatividade matam o mesmo número de pessoas, o número de fumantes é bem menor do que o de sedentários, tornando o tabaco muito mais perigoso.
Para Claire Knight, do Instituto de Pesquisa de Câncer da Grã-Bretanha, 'quando se trata de prevenção de câncer, parar de fumar é de longe a coisa mais importante que você pode fazer'.
América Latina
Na América Latina e no Caribe, o estudo mostra que o estilo de vida sedentário é responsável por 11,4% de todas as mortes por doenças como problemas cardíacos, diabetes e câncer de mama e do cólon. No Brasil, esse número sobe para 13,2%.
Os países com as populações mais sedentárias da região são Argentina, Brasil e República Dominicana. O com a população menos sedentária é a Guatemala.
A inatividade física na América Latina seria a causa de 7,1% dos casos de doenças cardíacas, 8,7% dos casos de diabetes tipo 2, 12,5% dos casos de câncer de mama e 12,6% dos casos de câncer de cólon.
No Brasil, ela é a causa de 8,2% dos casos de doenças cardíacas, 10,1% dos casos de diabetes tipo 2, 13,4% dos casos de câncer de mama e 14,6% dos casos de câncer de cólon.
A doutora I-Min Lee, do Hospital Brigham e da Escola Médica da Universidade de Harvard, que dirigiu o estudo, assinalou que todos esses casos poderiam ter sido prevenidos se a população de cada país e cada região fosse mais fisicamente ativa.
Ela diz que na região das Américas poderiam ser evitadas cerca de 60 mil mortes por doenças coronárias e 14 mil mortes por câncer de cólon.
Desafio global
É recomendado que adultos façam 150 minutos de exercícios moderados, como caminhadas, ciclismo e jardinagem, toda a semana.
O estudo indica que as pessoas que vivem em países com alta renda per capita são as menos ativas. Entre os piores casos está a Grã-Bretanha, onde dois terços da população não se exercitam regularmente.
A presidente da Faculty of Public Health, órgão que formula políticas e normas de saúde pública da Grã-Bretanha, professora Lindsey Davies, diz que 'precisamos fazer o possível para que as pessoas cuidem da sua saúde e façam atividade física como parte da vida cotidiana'.
'O ambiente em que vivemos tem um papel importante. Por exemplo, pessoas que se sintam inseguras no parque mais próximo vão evitar de usá-lo.'
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quarta-feira, 11 de julho de 2012
Anvisa alerta para risco de consumo de suplemento alimentar
Anvisa alerta para risco de consumo de suplemento alimentar
10 de julho de 2012
O consumo de alguns suplementos alimentares, como Jack3D, Oxy Elite Pro, Lipo-6 Black, entre outros, pode causar graves danos à saúde das pessoas. É o que alerta a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em informe, publicado nesta terça-feira (10/7).
De acordo com o alerta da Agência, alguns desses suplementos contêm ingredientes que não são seguros para o consumo como alimentos ou contêm substâncias com propriedades terapêuticas, que não podem ser consumidas sem acompanhamento médico. Os agravos à saúde humana podem englobar efeitos tóxicos, em especial no fígado, disfunções metabólicas, danos cardiovasculares, alterações do sistema nervoso e, em alguns casos, levar até a morte.
“O forte apelo publicitário e a expectativa de resultados mais rápidos contribuem para uso indiscriminado dessas substâncias por pessoas que desconhecem o verdadeiro risco envolvido”, afirma o diretor de Controle e Monitoramento Sanitário da Anvisa, José Agenor Álvares. O alerta da Anvisa ressalta, ainda, que muitos desses suplementos alimentares não estão regularizados junto à Agência e são comercializados irregularmente em nosso país.
Segundo o diretor da Anvisa, são produtos fabricados a partir de ingredientes que não passaram por avaliação de segurança. “Esses suplementos contém substâncias proibidas para uso em alimentos como: estimulantes, hormônios ou outras consideradas como doping pela Agência Mundial Antidoping”, explica Álvares.
DMAA
Recentemente, a Organização Mundial de Saúde, por meio da Rede de Autoridades em Inocuidade de Alimentos, alertou que vários países têm identificado efeitos adversos associados ao consumo da substância dimethylamylamine (DMAA), presente em alguns suplementos alimentares. O DMAA é um estimulante usado, principalmente, no auxílio ao emagrecimento, aumento do rendimento atlético e como droga de abuso.
Essa substância, que tem efeitos estimulantes sobre o sistema nervoso central, pode causar dependência, além de outros efeitos adversos, como insuficiência renal, falência do fígado e alterações cardíacas, e pode levar a morte. Alguns países já proibiram a comercialização de produtos que contém DMAA, como Austrália e Nova Zelândia.
“O DMAA tem sido adicionado indiscriminadamente aos suplementos alimentares, apesar de não existir estudos conclusivos sobre a sua dose segura”, afirma Álvares. No Brasil, o comércio de suplementos alimentares com DMAA também é proibido.
Na última terça-feira (3/7), a Anvisa incluiu o DMAA na lista de substâncias proscritas no país, fato que impede a importação dos suplementos que contenham a substância, mesmo que por pessoa física e para consumo pessoal. Entre os suplementos alimentares que possuem DMAA estão: Jack3D, Oxy Elite Pro, Lipo-6 Black, entre outros.
Importados
A regulamentação sanitária brasileira permite que pessoas físicas importem suplementos alimentares para consumo próprio, mesmo que esses produtos não estejam regularizados na Anvisa. Entretanto, esses suplementos não podem ser importados com finalidade de revenda ou comércio ou conter substâncias sujeitas a controle especial ou proscritas no país, como é o caso do DMAA.
Cada país controla esses produtos de maneira específica e, em muitos casos, não são realizadas avaliações de segurança, qualidade ou eficácia antes da entrada desses suplementos no mercado. “Os consumidores devem estar atentos e checar se esses suplementos foram avaliados por autoridades sanitárias do país de origem e se não foram submetidos ao processo de recolhimento”, orienta o diretor da Anvisa.
Brasil
No Brasil, alimentos apresentados em formatos farmacêuticos (cápsulas, tabletes ou outros formatos destinados a serem ingeridos em dose) só podem ser comercializados depois de avaliados quanto à segurança de uso, quando se considera eventuais efeitos adversos já relatados. Além disso, precisam ser registrados junto à Anvisa antes de serem comercializados.
De acordo com o diretor da Anvisa, produtos conhecidos popularmente como suplementos alimentares não podem alegar propriedades ou indicações terapêuticas. “Propagandas e rótulos que indicam alimentos para prevenção ou tratamento de doenças ou sintomas, emagrecimento, redução de gordura, ganho de massa muscular, aceleração do metabolismo ou melhora do desempenho sexual são ilegais e podem conter substâncias não seguras para o consumo”, alerta Álvares.
http://portal.anvisa.gov.br/wps/content/anvisa+portal/anvisa/sala+de+imprensa/assunto+de+interesse/noticias/anvisa+alerta+para+risco+de+consumo+de+suplemento+alimentar
sexta-feira, 29 de junho de 2012
Treinando pernas.
Treinando pernas.
Quem se
aventura ir a uma academia pela primeira vez, e no mínimo é uma pessoa curiosa
e detalhista, perceberá rapidamente que há um setor da academia em que se
concentram mais homens e outro que se concentram mais mulheres. Homens se agrupam
onde há a maior concentração de aparelhos de braço e tronco, e mulheres onde há
aparelhos de membros inferiores, pernas.
Por uma
questão de cultura, estética e um pouco de desconhecimento por parte de algumas
mulheres que “rejeitam” o treino de membros superiores, seguem-se dicas de
treino de pernas e vários benefícios que podem amenizar a pouca atração que as
mulheres têm de treinar membros superiores.
A obediência
está caracterizada em todos os esportes, seja ela de ordem tática ou técnica e
na sala de musculação isso se resume no tempo de execução do movimento e na
perfeição do mesmo (técnica). O treinamento de pernas, para muitas pessoas é
aquele treinamento complementar, onde academias bem equipada possuem inúmeros
aparelhos de membros superiores, e poucas são as novidades no mercado para
treino de membros inferiores, tornando desde já um treino “chato”. Do ponto de
vista motivacional temos que deixar essa negativa de lado e partir com todo o
empenho e concentração.
Um fator
fisiológico que também interfere na motivação é que os resultados aparentes do
treinamento de pernas “demoram” mais para aparecer, esta esfera negativa terá
de ser deixada de lado.
Os
benefícios de um treinamento bem elaborado e bem executado de membros
inferiores estão no equilíbrio muscular que pode ser alcançado. Tal equilíbrio
se resume em pernas fortes em todo segmento, pois quando se fala em pernas
“equilibradas” na parte estética, diz-se uma silhueta bonita, onde os músculos
anteriores da perna se equivalem aos posteriores e vice-versa, no ponto de
vista esportivo – profissional, é esse equilíbrio fator até de prevenção de
lesão.
Inúmeros são
os músculos envolvidos no segmento inferior do corpo e que a maioria das
pessoas não conhece, fica a dica: Um treinamento orientado por um profissional
tornaria mais dinâmico o treinamento e os resultados seriam mais satisfatórios.
Os músculos anteriores da coxa: sartório, tensor da fáscia lata, quadríceps (reto
femoral, vasto medial, vasto lateral e vasto intermédio), os posteriores da
coxa formados pelos isquiotibiais: bíceps da coxa ou bíceps femoral,
semitendinoso e semimembranoso) e os adutores da coxa ou mediais da coxa:
composto pelos músculos pectíneo, grácil, adutor longo, adutor curto e adutor
magno, essa variedade é exemplo de que há formas de treiná-los um pouco mais
detalhadamente.
O empenho e
a genética muitas vezes entram em conflito, mas façamos com que o empenho
supere qualquer desculpa sobre genética. Cultive em você um espírito de luta, “cara
feia” quando se faz força é até bonito em sala de musculação.
A minha dica
para mulheres que não gostam de treinos de membros superiores e não possuem
limitações ortopédicas ou articulares que as impeçam, é investir em
agachamentos em barra, com barra livre, com acompanhamento de anilhas, halteres
e etc, onde paralelamente os membros superior e tronco entram no treino como
auxiliares do movimento e equilíbrio.
Outras dicas
envolvem aproveitar melhor amplitudes de movimento, alternância nos treinos
(periodicidade), proteção articular e etc.
Extraia fogo dos músculos, pois os resultados
virão.
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Treinamento de resistência para jovens. Aspectos a serem considerados.
Treinamento de resistência para jovens.
Aspectos a serem considerados.
O treinamento de condicionamento físico tem
tradicionalmente enfatizado exercícios aeróbicos tais como corrida e ciclismo.
Mais recentemente, a importância de treinamento de resistência tanto para
jovens quanto para pessoas mais velhas, têm recebido mais e mais atenção. Um
número crescente de crianças e adolescentes estão experimentando os benefícios
do treinamento de resistência.
Ao contrário do que se acredita (que
esse tipo de treinamento é perigoso para crianças ou que pode levar a
distúrbios nos ossos), o Colégio Americano de Medicina dos Esportes (ACSM)
afirma que o treinamento de resistência pode ser uma atividade segura e
eficiente para grupos dessa faixa etária, desde que o programa seja
propriamente desenvolvido e supervisionado por um profissional competente.
Porém, deve ser enfatizado que esse
treinamento é uma forma especializada em condicionamento físico diferente de
esportes competitivos, como halterofilismo, no qual tenta-se, individualmente,
levantar o máximo de peso em uma competição.
O treinamento de resistência refere-se
a um programa sistemático de exercícios desenvolvidos para aumentar a
resistência do indivíduo. Crianças e adolescentes podem participar desses
programas desde que tenham maturidade emocional para aceitar e seguir as
instruções.
Muitos garotos e garotas de sete, oito
anos têm se beneficiado com esse treinamento, e não há motivo para que crianças
mais novas não possam participar em atividades relacionadas, tais como flexões
e agachamentos, se conseguirem fazer de forma segura e seguir as instruções.
Falando de maneira geral, se as crianças estiverem prontas para participar de
esportes organizados ou atividades como baseball, futebol, ou ginástica então,
estarão prontas para algum tipo de treinamento de resistência.
O objetivo desse treinamento para
jovens é melhorar a força musculoesquelética das crianças e adolescentes ao
praticarem uma variedade de métodos de treinamento seguros, eficazes e
divertidos. A norma de treinamento de resistência e sua filosofia não devem ser
impostas a jovens que são anatomicamente, fisiologicamente ou psicologicamente
menos maduros.
Dessa forma, o treinamento de
resistência deve ser uma parte de um programa bem elaborado de educação física
que inclui também exercícios de persistência, flexibilidade e agilidade. Esse
treinamento designado propriamente e supervisionado por um profissional
competente pode não só aumentar a força muscular das crianças e adolescentes,
mas também aumentar as habilidades de aptidão motoras (ex. correr a toda
velocidade e saltar) e desempenhos esportivos.
Há evidências em que o treinamento de
resistência para jovens possa também diminuir a incidência de lesões em alguns
esportes pelo fato de aumentar a força dos tendões, ligamentos e ossos. Durante
a adolescência, os ganhos do treinamento resistência induzido podem ser
associados a aumento do músculo, mas de uma maneira diferente do que acontece
com adolescentes que necessitam de níveis adequados de hormônios que formam os
músculos. Embora o problema de obesidade na infância seja complexo, o programa
de treinamento de resistência pode ser importante em relação a estratégias para
se perder peso.
Há chance de lesões sérias se padrões de segurança como supervisão por profissional competente, instruções Qualificadas, equipamentos seguros e treinamentos específicos para a idade, não forem seguidos.
Todos os programas de treinamento de
resistência devem ser supervisionados de perto por instrutores com conhecimento
na área e que têm uma boa compreensão dos princípios e normas de segurança (ex:
procedimentos próprios reconhecidos).
O lugar de exercícios deve ser seguro e
todos os participantes devem receber instruções relativas às técnicas de
exercícios (ex: movimentos controlados) e procedimentos (ex: períodos de
aquecimento e relaxamento). Recomenda-se um exame médico para crianças
aparentemente saudáveis que querem participar do treinamento, porém não é
obrigatório, mas é aconselhável para crianças com problemas de saúde ou suspeita
de.
Uma variedade de programas de treinamento e muitos tipos de equipamento, desde extensores a aparelhos com peso designados para crianças, têm provado serem seguros e eficientes.
Uma variedade de programas de treinamento e muitos tipos de equipamento, desde extensores a aparelhos com peso designados para crianças, têm provado serem seguros e eficientes.
Embora não haja relatos científicos que
definam as melhores combinações de repetições e séries para crianças e
adolescentes, uma a três séries de seis a sete repetições realizadas duas ou
três vezes por semana ou em dias aleatórios parecem ser mais apropriados.
Começar com uma série de exercícios
variados de sobe e desce, que focam o músculo maior, permitirá o progresso a
ser feito. O programa pode ser mais desafiador se aumentado o peso, o número de
séries e repetições gradativamente.
Deve ser enfatizada a importância de
técnicas apropriadas e a segurança, e não a quantidade de peso que pode ser
levantado.Treinamentos apropriados, programas variados e supervisões por
profissionais competentes irão garantir ao treinamento segurança, eficácia e
divertimento para as crianças.
Os instrutores devem entender o estado
físico e emocional de cada criança e, em troca, a criança deve apreciar os
benefícios e riscos associados ao treinamento. Se as instruções forem seguidas,
é da opinião do Colégio Americano, que o treinamento de resistência pode ser
uma experiência agradável, benéfica e saudável para crianças e adolescentes.
INFORMAÇÕES RETIRADAS DO
ARTIGO
AMERICAN COLLEGE OF SPORT
MEDICINE - CURRENT COMMENT MARCH - 1998.
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Adaptações musculares ao treinamento aeróbio
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